quarta-feira, 30 de novembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO: (O Protópito de Eros)



Boa Noite!
Senhoras e Senhores...
Situado numa grande fábrica de desejos industriais, a nossa fabulosa loja de brinquedos é o centro de criação e produção de todos os produtos e da imagem da nova coleção BOY TOY. Portanto, o projeto de instalação desses novos produtos devia, em primeiro lugar, estabelecer um diálogo visual e conceitual com nossos consumidores. O caráter pop foi conservado e usado como marca para elaboração do protótipo inicial da coleção. O modelo original sofreu algumas reformulações gerais. Mas mantendo coerente o seu discurso ousado e irreverente. Não fugindo da essência poética. Além disso, sofreu uma reformulação de significado, uma reciclagem industrial do pensamento, através de efeitos visuais e sentimentais de surpresas e imprevistos na sua fabricação. A amostra da nova coleção foi projetada por MISTER R que usou o seu reflexo dominante para projetar e produzir em série os novos modelos. Nossa Rainha poderá escolher... São nove modelos... Senhoras e Senhores! Antes de começar a demonstração de nossos produtos... Nossa poderosa Rainha quer divulgar sua nova canção tema do primeiro episódio da série Toy Story Show!




A Rainha canta: Shopping Show

Na vanguarda dos desejos industriais
Entre a ironia e a militância política
Peças de todos os tamanhos, preços e estilos
Entre outras bugigangas colecionáveis
Nasce à encantadora geração art toy

Shopping Show vitrine social
Paraíso do capitalismo sentimental
Shopping Show vitrine social
As melhores marcas e os melhores preços
Shopping Show vitrine social
Facilita suas compras
Aproveite agora...

Charme e diversão são nossa garantia
Aproveite nossa promoção especial
Cadastre o seu código emocional em nosso site
Para concorrer uma conscientização promocional
Não perca essa imperdível oferta
E participe desse belo show
Faça já seu pedido!

Shopping Show vitrine social
Paraíso do capitalismo sentimental
Shopping Show vitrine social
As melhores marcas e os melhores preços
Shopping Show vitrine social
Facilita suas compras
Aproveite agora...

Oh! Poderosos executivos-chefes retomaram suas negociações
Oh! Criador da série retorna a parceria com os antigos patrocinadores
Oh! Queridos consumidores...
Confiram nosso catálogo online
Ofertas válidas para todas as redes sociais atualizadas
Até enquanto durem os estoques...




Para projetar e fabricar o poema SHOPPING SHOW inspirei na evolução da embalagem e sua história. O grande impulso no desenvolvimento das embalagens foi à revolução industrial. O século 18 foi marcado por um grande salto tecnológico que afetou profundamente a humanidade, sua relação com o tempo, o espaço e com a natureza. Mudaram as cidades, as técnicas de fabricação de mercadorias, e também os transportes. Durante a Idade Média, os produtos eram feitos artesanalmente. A partir da Revolução Industrial, as máquinas passaram a substituir as pessoas nas fábricas. Ao mesmo tempo em que isso gerou desemprego, acelerou o ritmo da produção, permitindo que produtos fossem produzidos em grande quantidade, a um preço menor e em tempo reduzido. É a chamada produção em escala. Não só o ritmo de produção acelerou, mas também o tempo gasto para viajar, chegar a outros países levando e trazendo mercadorias.

Uma reflexão sobre a TOY STORY SHOW e seus produtos: "No ensaio sobre a destruição da aura, Walter Benjamin assumia uma posição otimista, pois imaginava que a reprodução das obras de arte (pelo livro, pelas artes gráficas, pela fotografia, pelo rádio e pelo cinema) permitiria à maioria das pessoas o acesso e criações que, até então, apenas uns poucos podiam conhecer e fruir. Benjamin esperava que houvesse a democratição da cultura e das artes. O otimismo de Benjamin não era infundado. De fato, quando levamos em consideração os efeitos sociais e políticos do primeiro grande meio de comunicação de massa, a imprensa de Gutenberg podemos verificar sua importância para a democratização da cultura.” (CHAUI, Marilena. Iniciação á filosofia: ensino médio, volume único. São Paulo: Ática, 2010).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Marketing de Eros)




Boa Noite! Senhoras e Senhores...
O nosso show parece que vai ter uma interferência de nossa majestade a Miss Flora...
Espera ai... Nossa Rainha quer ter o mesmo direito de escolher seu parceiro ideal ou, melhor ela deseja o direito de escolher o melhor candidato para sentar ao seu lado ao trono!
Pensativa... A rainha decide também realizar um concurso...
Nosso espetáculo não pode negar esse direito a Vossa alteza real...

Senhoras e Senhores... Esta aberto o concurso Mister Toy Boy...
São nove candidatos Pós-Graduados no prazer do encanto sofisticado, com MBA em carícias sonhadoras e um currículo cheio de performances arrebatadoras, que vão revelar todo o seu espetacular KNOW -HOW. Que tem o ritual afrodisíaco das rosas.
Afinal, nossa loja de brinquedos vai oferecer o melhor candidato para os mais íntimos desejos de nossa Rainha. Quando o negócio é a satisfação plena da cliente, nossos candidatos honram cada gota de suor. Nosso slong é: (Uau, que calor!).

Nossa Rainha canta: Toy Boy

Relações inconscientes do desejo
Emblemas estampados de prazer
Fliperama das emoções inquietas
Inventiva máquina que provoca sensações

Deliro! Deliro!
Na lógica do consumo ilógico
No mundo imaginário
Quem é ele... Quem é ele...
Cria atrevida da mais sofisticada loja de brinquedos
Toy Boy é o rei do neuromarketing

Fábrica de soldados especialistas
Em atirar sinais não conscientes que nos afetam
Anunciantes receptivos ás fantasias humanas
Produto secreto em embalagem atraente

Deliro! Deliro!
Na lógica do consumo ilógico
No mundo imaginário
Quem é ele... Quem é ele...
Cria atrevida da mais sofisticada loja de brinquedos
Toy Boy é o rei do neuromarketing

Antes teste primeiro
Decidir é tomar partido,
É escolher uma coisa e perder outras
Não dá para casar com dois parceiros,
Ou fazer carreira de sucesso em duas empresas concorrentes
Melhor errar que não decidir...
Não deixe o medo dominar...

Para compor TOY BOY é claro que me inspirei na Pop Art movimento artístico que surgiu em meados da década de 50 houve um crescente incentivo ao consumo através dos meios de comunicação. A tecnologia industrial mudou a vida nos grandes centros urbanos e alguns artistas americanos e britânicos procuraram criar arte que estivesse diretamente ligada a esse novo dia-a-dia. Eles usaram como fonte de inspiração o cotidiano, os objetos de uso diário, as sucatas, as embalagens de produtos variados, os eletrodomésticos e até imagens de personalidades de destaque, como políticos e artistas, que de certa forma também eram consumidas em cinemas, tevês, revistas, outdoors etc. Esse novo estivo artístico recebeu do crítico inglês Lawrence Alloway o nome de Pop Art, expressão derivada do termo inglês popular art.

Uma reflexão sobre o concurso e os candidatos a Mister Toy Boy:

Se for verdade que o capitalismo não inventou a propaganda, também é preciso reconhecer que ele não pode viver sem ela. Hoje as agências publicitárias são parte imprescindível do ciclo de produção das sociedades de massa. A propaganda envolve bilhões de dólares, promove a continuidade do consumo elevado dos mais favorecidos, enfim, difunde comportamentos e valores que tornam possível a continuação do modo de vida globalizado dos "incluídos". Por essas características, é possível pensar a propaganda e seus suportes (impresso, som, audiovisual, hipertexto etc.) como recursos para o estudo dos conteúdos históricos usados nas mensagens publicitárias, assim como recursos para o ensino da História. Aliás, é urgente trabalhar estes aspectos da vida em sala de aula: os Parâmetros Curriculares Nacionais reconhecem o desafio de ser educar o consumidor desde a escola, e várias organizações da sociedade civil apontam o consumo consciente e solidário como forma de pressão por mudanças sociais e ambientais.

(CERRI, Luis Fernando. Vendendo o peixe. Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro:SABIN, ano 1, n. 1, ago. 2006. p. 83-4.)



terça-feira, 15 de novembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Flash de Eros)

Boa Noite Senhoras e Senhores...
O espetáculo chegou num ponto de muita intimidade para nossos astros...
Sentimentos, emoções, sonhos, desejos, intimidade e muito amor criaram um forte laço de ligação entre nossos astros...
Une-se; Combinar; Harmonizar-se ou Casar...
Para promover o casamento uma canção de abertura:

Senhoras e Senhores...
Nossos astros cantam:

Fotonovela


Fala sério, a vida reserva tantas coisas
O lance é expressar as imagens e letras do amor vivido
Tipo assim, escrevendo mesmo
Um grande manifesto de secretos sentimentos
Revelados pela lente da emoção
Pensando bem, na boa, estou retratando memórias

Fotonovela gloriosa explosão de flash
O amor agita meu espírito e corpo
Sei bem que eu bombei tanto,
Mas agora quero fazer a pose certa
Ai, na moral...
A chama que queima meu desejo
É a mesma que ascende minhas esperanças

Mas cara, diário é muito formal,
Eu vou te chamar de O CARA DE MEMÓRIAS ALADAS
Afinal de contas, é legal você ter "apelido"
Para o verdadeiro álbum de amigos mais íntimos.

Fotonovela gloriosa explosão de flash
O amor agita meu espírito e corpo
Sei bem que eu bombei tanto,
Mas agora quero fazer a pose certa
Ai, na moral...
A chama que queima meu desejo
É a mesma que ascende minhas esperanças

Muita loucura!
Confesso que essa explosão
Foi um dos shows mais irados que participei
Cara, fala sério, só com amor verdadeiro
Eu tenho que aproveitar a vida
Sem errar o enquadramento
Acertando na angulação do melhor ponto de vista
Calma... A luz será meu melhor guia
Um amor congelado, com certeza
Ninguém merece, não dá não
Fala sério...


Para compor o poema FOTONOVELA é claro que me inspirei nas fotonovelas da década de 60; história romanesca em quadrinhos, composta de imagens fotográficas e textos. Recorrendo a um dicionário etimológico, temos que a palavra fotografia é a junção de phôs=luz e grafia = escrita. Isso significa que a fotografia é a arte de fixar, por meios técnicos, a luz refletida pelos objetos.
Foi por volta de 1826, na América e na Europa, que várias pessoas se ocuparam em experimentar métodos para captar e fixar imagens por meio de processo químico e uso de câmera escura. Essas experiências ocorreram por cerca de quatro décadas, até que, em 1888, surgiu o primeiro aparelho fotográfico portátil.
Em pouco tempo a fotografia se disseminou por todo planeta, atraindo o interesse de profissionais e de amadores.

Uma reflexão sobre a fotonovela:

A fotografia é, pois, arte e documento a um só tempo. É criação e testemunho amalgamados; binômio indivisível, revelador e unívoco, cuja terrível ambiguidade nos informa e confunde, também, a um só tempo. Por maior que seja a "fidelidade" da fotografia em relação ao assunto, ela nunca escapará do fato de ser uma representação do real. Uma representação selecionada através de um filtro cultural que é seu autor: o fotógrafo. A fotografia é, portanto, o resultado de uma leitura particular do real, ou melhor, de uma interpretação pessoal aprioristicamente carregada de pré-conceitos e pré-juízos acerca do mundo e da vida [...].

(KOSSOY, Boris. Análise e interpretação do documento fotográfico: novas abordagens. In: USP. Seminário Perspectivas do Ensino de História. Anais. São Paulo: USP, 1988. p.161-2.).

domingo, 6 de novembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Código de Eros)






Senhoras e Senhores...
O show dos sentidos continua...
Mesmo com a batalha do princípio do adestramento do corpo e da mente...
O humano tem sentimentos e emoções...
Apesar das mascaras sociais ele tem o poder de imaginar...
"A imaginação e o poder da mente humana que pertence unicamente o seu criador"
O erotismo é uma das mais intensas e vitais experiências do homem e se exprime pela força agregadora que leva as pessoas a entrarem em contato. Mas as convenções tornam as relações impessoais e impedem o autêntico encontro amoroso.

Senhoras e Senhores...
Nosso cavaleiro canta: A Senha

O mundo secreto
Aquele proibido, mas que fascina
Play Center erótico
O que apimenta seu romance
Criando conexões entre corpo e mente
Quem experimenta tem a sensação de guardar um grande mistério

Renda-se a este segredo
O vermelho é a senha
A sensação do coração é sua
O vermelho é a senha
Intimo segredo do amor recíproco

Sentir na pele o poder da carícia verbal
A mente não para, mesmo com o corpo parado
Ela se movimenta, instiga, provoca e atiça...
Até que o mais frio dos corações derreta todinho
No meio de tanto ardor

Renda-se a este segredo
O vermelho é a senha
A sensação do coração é sua
O vermelho é a senha
Intimo segredo do amor recíproco

Delicioso perfume que encanta
Ele foi feito para aplacar o calor dos sentimentos
Com muita emoção e imaginação
Seu coração vai acender com a chama dessa nova paixão
O segredo de seu amor é a senha de sua emoção

Para compor o poema SENHA peguei como matéria prima a intimidade humana. O caráter íntimo do ser humano também se expressa. Como posso definir o íntimo que tem várias definições. Ele pode ser entendido como interior e profundo. Que existe no âmago do ser ou que se é estreitamente ligado por uma afeição muito forte. Também pode ser definido como inteiramente privado, ou o que há de mais profundo numa coisa, em nós mesmos.
Já na escolha do título do poema Senha pensei nos significados dessa palavra; como sinal, indício ou código. A palavra senha pode ser entendida como frase ou gesto convencionado que identifica os que estão cientes de determinado segredo. Mas também, pode ser um código que permite acesso a informações ou operações computadorizadas.
Misturei e aproximei os significados de duas palavras chaves íntimo e senha na construção da minha obra poética.

Uma reflexão sobre a mistura dessa equação misteriosa (íntimo + senha = Diário):

"Eu pinto como outros exibem sua autobiografia. Minhas telas, concluídas ou não, são páginas de meu diário e como tais são válidas. O futuro elegerá as melhores páginas. Não cabe a mim escolher." (Pablo Picasso).

terça-feira, 25 de outubro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Perfume de Eros)






Boa Noite! Senhoras e Senhores...
Encontrar uma fragrância que seja a sua cara, envolvendo seu corpo e mente é difícil, mas não impossível...
Faça aquela pessoa especial pensar em você sempre que sentir o seu aroma e a deixe confiante em qualquer situação...
É com achar esse perfume registrado?
Sabemos que vivemos num mundo competitivo... E a ingenuidade é um artigo que custa muito caro para a sabedoria humana...
E a sensação e o prazer fazem também parte do mundo humano...
O ato de conquista é uma manifestação que todo o ser humano busca... Não estou falando só sobre o amor...
Esse ato de conquista esta ligado em todos os aspectos da vida humana...

Senhoras e Senhores...
Nosso cavaleiro canta: O Aroma da Conquista

Chegou a hora de transmitir o calor do amor
Os amantes adoram essa sensação
Sentimentos quentes capazes de derreter
Os mais frios corações

Que deusa você é?
Quer provocar
Garota de ouro
Gata selvagem
Princesa moderna ou mulher magnética...

Dizem que o tempo vai esquentar
Os aromas frescos e provocantes são sua cara
Eles deixam rastro e marcam a sua presença
Rebelam sua vitalidade
O seu lado mais escondido e reprimido o sensual

Que deusa você é?
Quer provocar
Garota de ouro
Gata selvagem
Princesa moderna ou mulher magnética...

Uma nova pessoa
No seu tempo
A única a sentir
Arrepiar
Amar alguém?
Ou você mesma

Que deusa você é?
Quer provocar
Garota de ouro
Gata selvagem
Princesa moderna ou mulher magnética...

O seduzir
Em uma atmosfera noir
Permita-se dar asas ao desejo
É ver para suspirar
Teatro atrevido
Flor da paixão...

Para compor O AROMA DA CONQUISTA busquei fazer uma pequena pesquisa sobre a sexualidade humana: o erotismo. Para alguns pesquisadores a sexualidade surge como expressão máxima da intimidade e do desejo. Para o filósofo francês Bataille, o domínio do erotismo está justamente no desejo que triunfa da proibição. O comportamento erótico se opõe ao comportamento habitual. Tudo o que é construído para o estabelecimento das relações formais começa a se dissolver na excitação sexual: "a nudez destrói a boa figura que nossas roupas emprestam"; as palavras obscenas, a imaginação exacerbada, as transgressões das proibições, a violação do corpo, o excesso desmedido, tudo leva a uma "perda" constante de si mesmo que culmina na "pequena morte" do orgasmo: o êxtase e a vertigem são de certa forma, um "sair de si".
O impacto gerado pelo erotismo leva as pessoas a temerem a ação dele. A paixão, apesar da promessa de felicidade que a acompanha, introduz a perturbação e a desordem. Talvez resida aí a necessidade que os poderosos sentem de controlar a sexualidade pela repressão. Esse trecho foi extraído do livro filosofando de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins.
Destaco em seu livro filosofando os obstáculos a Eros: Para as duas autoras nem sempre o controle da sexualidade é saudável e consciente. Citando Freud: quando o ego, sob o comando do superego, não consegue tomar consciência das exigências do id, por serem demasiadamente conflitivas e inconciliáveis com a moral, essas exigências são rejeitadas e ficam no inconsciente. Entretanto, a energia não canalizada não permanece contida, mas reaparece sob forma de sintomas, muitas vezes neuróticos. É assim que Eros se torna doente, e a ele se sobrepõe Tanatos (morte). O sexo passa a ser visto numa relação ambígua de atração e repulsa, desejo e culpa.
Tal ambiguidade gera também tendências opostas de comportamento igualmente criticáveis: o puritanismo e a permissividade, ou seja, a oscilação entre vigiar e proibir e tudo permitir.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Performance de um Perfumista)

Boa Noite! Senhoras e Senhores...
O nosso show não pode parar ele exala sedução. Seu toque tem sensualidade e maciez nos versos produzidos. Nossa rima é capaz de proporcionar prazer. Nossa história tem ousadia e gosta de experimentar, conhecer, sentir novos sentimentos e emoções. Para o show ser mais estimulante deve estar receptivo a surpresas e novidades. A Dama Escarlate gosta de ser tratada como uma flor. Colhida por mãos fortes e envolventes. Enxerga romance em tudo que vê.
Nesse show expressividade é uma questão de prazer.

Senhoras e Senhores...
Nosso cavaleiro catalão canta:

Essências do amor

Quando dois olhares se cruzam
E um brilho diferente acontece
De repente seu coração,
Começa a bater rapidamente sem saber o porquê?
Performance de um coração apaixonado,
Minha senhorita...

Se o seu coração esquenta quando me vê
E seu pensamento não consegue me esquecer
E nos desejos mais secretos...
Sou o seu principal protagonista do amor
Bem vinda querida!
Ao encantador mundo dos apaixonados.

Eis o desejo
Espantosa batalha
Entre o ser amado e o mundo inventado
Sou ficção rebelada
Contra uma mente idealizada
E tento construir-me
No seu mundo de fantasia

Se o seu coração esquenta quando me vê
E seu pensamento não consegue me esquecer
E nos desejos mais secretos...
Sou o seu principal protagonista do amor
Bem vinda querida!
Ao encantador mundo dos apaixonados.

Um grande amor tem suas essências aromáticas
Que sopra como perfume para um cavaleiro espanhol
Es la magia de tu cuerpo
Mi fantasia mas perfecta de amor
Es un pecado imposible de resistir
El veneno dulce de tu encanto
de tus ojos
Estalla el fuego de tu corazon

Para fazer Essências do amor pensei sobre os paradoxos do amor. O amor, sendo o desejo de união com o outro, estabelece, no entanto, um tipo de vínculo paradoxal. O amante deve cativar para ser amado livremente. Podemos mesmo dizer que o fascínio é gerador de poder: o poder de atração de um sobre o outro. No entanto, tal "cativeiro" não pode ser entendido como ausência de liberdade, pois a união deve ser a condição da expressão cada vez mais enriquecida da nossa sensibilidade e da nossa personalidade. É fácil observar isso na relação entre duas pessoas apaixonadas: a presença do outro é solicitada na sua espontaneidade, pois são os dois que escolhem livremente estar juntos, ao contrário do amor imaturo que é exclusivista, possessivos egoístas e dominador.

Uma reflexão sobre a performance de um perfumista em Essências do amor:

"A pintura nunca é prosa; é poesia, está escrita em versos com rimas plásticas [...] As rimas plásticas são formas que ressoam entre si, respondem a outras formas ou ao espaço que as rodeia." (Pablo Picasso).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Reconhecimento do Outro)






Boa Noite! Senhoras e Senhores...
A poesia é o campo mítico por excelência, encontra na metáfora a compreensão melhor do amor.
No show do amor supõe a descoberta do outro. Nesse espetáculo o amor é o convite para sair de si mesmo. Se a pessoa estiver muito centrada nela mesma, não será capaz de ouvir o apelo do outro.
Senhoras e Senhores...
Temos um dueto em nosso show a dama e o cavaleiro, cantam:

Coração Ardente

Em coração ardente
Como fogo em brasa
Entre o sol e a sombra de um sentimento
O erotismo vibra à luz de velas acesas,
Brilham, brilham de forma voluptuosa

No toque das castanholas do prazer
Junto com o ritmo vibrante das guitarras
No envolvente sapateado dos amantes que encanta
Vigoroso flamenco da paixão

Dos panos vermelhos dos toureiros
E do momento imóvel fez-se o drama
Que dos olhos acende a última chama
Feroz prazer que esquenta o sangue
Fez-se da vida uma aventura mágica

No toque das castanholas do prazer
Junto com o ritmo vibrante das guitarras
No envolvente sapateado dos amantes que encanta
Vigoroso flamenco da paixão

Nobre coroa de espinhos
Proteja esse sublime sentimento
O olhar para o outro
Que algum vínculo viva dentro de nós
Y iestaré junto a ti!
Te guglearé para encontrarte entera
Y iestarás siempre junto a mí!
Anexaré mi corazón
Estaré siempre junto a ti
Como uma bela canção espanhola.

Para compor CORAÇÃO ARDENTE lembrei-me de uma célebre frase de Hegel que diz: "Amar é estender o seu corpo em direção a um outro corpo; mas é também, mais fundamentalmente, exigir que esse corpo, que ele deseja também se estenda: é desejar o desejo do outro".
Isso significa que o desejo supõe uma relação e que o que se deseja, sobretudo é o reconhecimento do outro. O amante não deseja se apropriar de uma coisa; ele deseja capturar a consciência do outro.

Uma reflexão sobre o ato de amar:
No seu livro Paixões da Alma (1649), Descartes afirma que quem ama "sente um doce calor no peito e a digestão de carnes se faz mais rápida no estômago, de maneira que essa paixão é útil para a saúde". Essas tentativas de fazer com que o amor trabalhe para a razão estão de certa forma condenadas ao fracasso, pois o amor é uma mistura de desejo e astúcia, generosidade e egoísmo, de violência e carinho, sem que possa ser predeterminado para que ele esteja aí.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Discurso Amoroso)





Boa Noite! Senhoras e Senhores...
No calor desse show estético agora mais expressivo, a pintura rococó experimentou uma gradual transformação cromática, sentimental e temática. Aos poucos, a decoração fria cedeu espaço para cores mais quentes.
Depois das senhoritas revolucionárias do jardim da fascinação o trono tem uma nova rainha.
Para apresentar a nossa nova majestade... Um novo cavaleiro vindo da antiga e bela Barcelona...
Grande público... Apresentamos Don Pablo Ramon cantando:

RAINHA ESCARLATE

Êxtase nos olhos
Sentimentos que predispõe
Afeição que encanta
Devoção fascinante
Ternura que se expressa

Rainha Escarlate
Quando você chama meu nome
Em sua cantiga espanhola
Sinto as batidas de meu coração
No despertar da felicidade
Sinto-me mais vivo.

O amor é uma grande mistura ambígua
De desejo e astúcia
De egoísmo e generosidade
É a mais bela das coroas
De rosas delicadas e espinhos cortantes.

Rainha Escarlate
Quando você chama meu nome
Em sua cantiga espanhola
Sinto as batidas de meu coração
No despertar da felicidade
Sinto-me mais vivo.

Por que asas pra voar
Se toda ave gosta do ninho?
Caramba! Puxa-vida!
No banquete dos desejos
Quero um espelho que fale
Irmã gêmea da verdade,
Com um doce calor no peito.

Rainha Escarlate
Quando você chama meu nome
Em sua cantiga espanhola
Sinto as batidas de meu coração
No despertar da felicidade
Sinto-me mais vivo.

Para compor RAINHA ESCARLATE inspirei na ideia do filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) que reflete de maneira poética, no livro Fragmentos de um Discurso Amoroso (1977), sobre a condição fundamental do discurso amoroso, uma sucessão sem-fim de fins. Toda a dor, mas também toda delícia, do amor repousam sobre sua radical transitoriedade. Será que todos os sofrimentos associados ao amor, na cultura ocidental, não estariam associados a essa ideia perniciosa de que só há um verdadeiro amor possível e que ele vai ser para sempre? E se eu não achar minha metade perdida? E se ela estiver vivendo no Japão, por exemplo? Estaremos condenados ambos a vagar infelizes pelo mundo?
"A rosa é sem por que; a rosa floresce porque floresce". Nesse famoso verso de Peregrino Querubínico (1675), do poeta místico alemão Ângelus Silesius (1624-1677), encontra-se a fórmula da atitude contemporânea diante da arte e também do amor. O pressuposto agora é que o homem pode usufruir a beleza da obra de arte sem procurar por uma razão ou utilidade. Mas pelo poder do afeto.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Julgamento do Gosto)

SENHORAS E SENHORES!
Chegou a hora do resultado do nosso belo concurso...
A Miss eleita brilhara no jardim dos desejos secretos...
Todos tem o direito de sonhar e ninguém pode censurar o poder da imaginação...
O julgamento foi muito difícil pelas qualidades das candidatas... Todas tem uma magia especial...
Mas, é preciso fazer uma escolha...
A vida é cheia de possibilidades, e chega o momento que temos que tomar uma decisão!
Para apresentar nossa MISS FLORA...
O pré-cavaleiro canta: Espelho, Espelho meu.

Um anjo entre nuvens d'alvorada
Para o céu cristalino alevantando,
Em rubras flores de uma sutil história
Imito o deus do amor
Como ele, em ouro
Faço o esplendor de uma nova rainha

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Ao ver-te com esse ar de divindade,
Que arte, em pintá-la!
O fino artista francês,
encantado e enamorado
Meu verso é sangue
Volúpia ardente
O meu mundo se tinge com a cor vermelha...

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Oh! Coração que bate
O importante é manter o espelho limpo,
com todo seu poder de reflexo.
Assim, haverá um canto onde a mentira
Não existirá e o verdadeiro amor,
Por que não? Florescerá.

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Do Espanhol as belas cantigas
Requebradas de doçura
Lembram as moças bonitas
As andaluzas em flor...

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Da ousadia do amor
Nasce à sedutora que fascina
Miss Rosa Vermelha
No espelho das emoções
Minha mina preciosa meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério!

A questão do gosto não pode ser encarada como uma preferência arbitrária e imperiosa da nossa subjetividade. Quando o gosto é assim entendido, nosso julgamento estético decide que preferimos em função do que somos. E não há margem para melhoria, aprendizado, educação da sensibilidade, para crescimento, enfim. Isso porque esse tipo de subjetividade refere-se mais a si mesma do que ao mundo dentro do qual ela se forma.
Se quisermos educar o nosso gosto frente a um objeto estético, a subjetividade precisa estar mais interessada em conhecer do que em preferir. Para isso, ela deve entregar-se às particularidades de cada objeto.
Nesse sentido, ter gosto é ter capacidade de julgamento sem preconceitos, É deixar que cada uma das obras vá formando o nosso gosto, modificando-o. Se nós nos limitarmos àquelas obras, sejam música, cinema, programas de televisão, quadros, esculturas, edifícios, que já conhecemos e sabemos que gostamos jamais nosso gosto será ampliado. É a própria presença da obra de arte que forma o gosto: toma-nos disponíveis, faz-nos deixar de lado as particularidades da subjetividade para chegarmos ao universal.
Mikel Dufrenne, filósofo francês contemporâneo, explica esse processo de forma muito feliz, e por isso vou citá-lo. Diz que a obra de arte "convida a subjetividade a se constituir como olhar puro, livre abertura para o objeto, e o conteúdo particular a se pôr a serviço da compreensão em lugar de ofuscá-la fazendo prevalecer as suas inclinações. À medida que o sujeito exerce a aptidão de se abrir, desenvolve a aptidão de compreender, de penetrar no mundo aberto pela obra. Gosto é, finalmente, comunicação com a obra para além de todo saber e de toda técnica. O poder de fazer justiça ao objeto estético é a via da universalidade do gosto".

Bom! Eu falei sobre estética de gosto, mais faltou falar sobre o AMOR... A história segue acompanhado o caminhar do nosso pré-cavaleiro... Até a próxima aventura!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética do Amor)

Boa tarde! Senhoras e Senhores.
Antes a apresentar nossa ultima candidata a Miss Flora quero deixar minhas lembranças às belas Misses Begônia, Ciclame, Camélia, Dália, Verbena, Bromélia, Crisântemo, Prímula e outras dádivas da mãe natureza.
Na passarela nossa nona Miss a última classificada de nosso show. Ela é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antiguidade. Suas primeiras representantes cresceram nos jardins asiáticos há 5000 anos. Cientificamente, ela pertence á família Rosaceal e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos e cultivares. Na maior parte das vezes, são solitárias. Na passarela a Miss Rosa Vermelha!

Nosso pré-cavaleiro canta para dar boas vindas a nossa bela candidata:

Sedutores Espinhos

Na mágica presença das estrelas
Metáforas de um amor ainda não descoberto
Em meu coração sinto algo que jamais imaginei sentir
Faz-se como um enigma
A se desvendar
Quero um dia poder
Desvendar esse misterioso enigma

Da ousadia do amor
Nasce à sedutora que fascina
Miss rosa vermelha
Porque há tantos espinhos a paixão
No espelho das emoções
Em seu império
Feliz de quem penetre o teu mistério!

O amor esta em quem expressa de verdade
Em quem o transmite ao próximo
A loucura do amor faz que prossiga
No mundo dos humanos mesquinhos
O amor verdadeiro é quase um ato de loucura

Da ousadia do amor
Nasce à sedutora que fascina
Miss rosa vermelha
Porque há tantos espinhos a paixão
No espelho das emoções
Em seu império
Feliz de quem penetre o teu mistério!

Musa que seduz
Ilumina-se mais e mais
Enquanto aquece em nossos corações
Rainha dos apaixonados
Decifra a natureza dos enamorados

Para compor SEDUTORES ESPINHOS tive como referência a segunda geração romântica que é marcada por uma postura de exagero sentimental que a torna inconfundível. Inspirados por escritores ingleses como Byron e Shelley, os representantes dessa geração liam uma poesia que exaltava os sentimentos arrebatados ao mesmo tempo em que apresentava o poeta isolado da sociedade, incompreendido por defender valores morais e éticos contrários aos interesses econômicos da burguesia. Incorporam a imagem de um herói romântico que defende valores incorruptíveis como a honestidade, o amor e o direito à liberdade. Em nome desses valores estão dispostos a sacrificar a própria vida.

Duas reflexões sobre a Miss Rosa Vermelha:

"As flores são para mim as melhores lições de composição das cores. Proporcionam impressões cromáticas, que ficam indelevelmente marcadas em minha retina como o ferro em vermelho vivo." (Henri Matisse).

Ou (essa eu já citei no blog)

"Como se pode fazer arte sem paixão? O artista pode dominar a arte mais ou menos, mas é a paixão que motiva sua obra. Dizem que toda minha arte provém da inteligência. Não é verdade: tudo que fiz foi por paixão." (Henri Matisse).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Simbólica)

Boa Tarde! Senhoras e Senhores!
Nossa oitava candidata é símbolo da pureza, também conhecida como, "Joia da Sabedoria". É uma planta aquática que nasce nos charcos e rios de águas turvas. Mesmo nascendo no fundo de charcos aflora à superfície da água com uma flor imaculadamente branca. Ela também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente). A divina Miss Flor de Lótus na passarela, ou melhor, no belo lago de nosso divino jardim.
Atenção!
Nosso pré-cavaleiro canta para saudar a Miss Flor de Lótus:

O Cultivado Nirvana

Quando a clara e límpida natureza
Da mente se despertar
Descobrira que o mais alto grau de paz interior
Decorre da prática do divino amor

Mística Miss Flor de Lótus
A aparência é diferente para diferentes pessoas
O verdadeiro antídoto para eliminar a primitiva ignorância
É o conhecimento da luz interior dentro de nós
Cultivando o ato de expansão espiritual
São passos para o verdadeiro nirvana.

Extraordinário é o poder de superação do sofrimento
A força com que ela nos impele para enfrentar
Os desafios e dificuldades do caminho
O passo a passo é a busca da elevação mental

Mística Miss Flor de Lótus
A aparência é diferente para diferentes pessoas
O verdadeiro antídoto para eliminar a primitiva ignorância
É o conhecimento da luz interior dentro de nós
Cultivando o ato de expansão espiritual
São passos para o verdadeiro nirvana.

É fruto:
Histórias que fazem bem á alma e aquecem o coração
É fruto:
Compreender que o significado de "uma mente aberta"
Seja igual ao de uma "porta aberta"
É fruto:
Colher uma conduta ética positiva.

Para compor O CULTIVADO NIRVANA busquei como inspiração uma lenda budista que nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) esta simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Bodhisattvas, de acordo com a posição relativa à relação mútua.
O que me chamou a atenção na representação da Flor de Lótus são os ensinamentos budistas que compara essa flor ao homem em busca de iluminação, mesmo tendo sido criado em uma sociedade sórdida e materialista, todas as pessoas possuem dentro de si o potencial que lhes permite expressar sua natureza essencial, atingindo aquele estado de êxtase de consciência denominado Satori (simboliza a cessação da dualidade, a realização do absoluto), para os Budistas, Nirvana para Samadhi para os Yoges.
Da mesma forma que a lama não suja as pétalas do Lótus, assim também, o homem pode conviver com os problemas do mundo, sem deixar-se influenciar por eles.

SIMBOLICAMENTE FALANDO:

"Assim como o lótus brota de dentro da escuridão da lama para a superfície da água, florescendo somente depois que se elevou acima da água e por permanecer imaculada sem se contaminar nem com a terra nem com a água que o nutriram, da mesma forma a mente, nascida do corpo humano, desabrocha suas verdadeiras qualidades (pétalas) depois que se elevou acima das torrentes lodosas da paixão e da ignorância, e transforma as forças obscuras das profundezas em brilhantes e puros néctares da consciência iluminada”.
(Govinha, pg.89 in Philip Kapleau: Os três pilares do Zen. Ed. Itatiaia).

Hoje eu dedico a Miss Flor de Lótus para todos aqueles que sofreram em sua caminhada terrestre. Que passaram pelos caminhos cultivados pelo desprezo, perseguição, discriminação, humilhação, infâmia, censura, calunia, difamação, abandono, traição, ilusão e enganação. Essa flor é uma pequena homenagem para todos aqueles que passaram por cima das injustiças, desvalorizações e pelo esquecimento humano...
Viva a luta pela superação humana...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Escrita)

Boa Tarde Flor do Tempo!
Nossa próxima candidata é de origem australiana, esta pequena flor de aparência rústica é uma espécie perene, isto é, não morre, podendo ser usada em arranjos secos. Além desta, que também recebe o nome de perpétua-rosa, existem outras espécies, como a H. bracteatum, chamada de flor-de-palha ou rodante, e a H. roseum. Ela possui pétalas rígidas nas cores brancas, amarelas, alaranjadas e vermelhas.
Senhoras e Senhores! Na passarela a eterna Miss Sempre-Viva (Helichrysem manglesii).
Para dar boas vidas a nossa sétima candidata, nosso pré-cavaleiro canta:

Perpétuas Pétalas

Cansei de olhar pro relógio
As horas passam depressa
Onde o tempo perdido se debate
Sobre as nossas cabeças
E quando a noite chegar e a cor do sol vira luar
A poesia mágica dos sonhos vai brilhar.

Miss Sempre-Viva
Que suas perpétuas pétalas de lembranças
Renove constantemente minhas esperanças
Com a magia do cultivo do amor eterno

O tempo corre, e para nós o tempo que se passa,
Também morre.
Mais as palavras escritas ficam imortais
Com o tempo aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas
Mas indefinidamente, não consigo substituir.
"O AMOR" a mais nobre das palavras

Miss Sempre-Viva
Que suas perpétuas pétalas de lembranças
Renove constantemente minhas esperanças
Com a magia do cultivo do amor eterno

Nesse mágico jardim
Os sentimentos da natureza são o segredo da existência
Palavras plantadas e colhidas através do tempo vivido
O passar do tempo não ira alterar o eterno yin e yang
Metáforas da vida e do mundo escrito.

Para compor PERPÉTUAS PÉTALAS inspirei na flor do campo Sempre-Viva (Helichrysem manglesii) que para mim é uma eterna tradução do romantismo. Símbolo do Amor que dura por toda vida. Mesmo sofrendo a poderosa ação do tempo, ela consegue mesmo seca, ser uma representação, ou melhor, um registro do amor vivido.

Para criar O POÉTICO MITOLÓGICO peguei como referencia a literatura da Idade Média. Reis, castelos, nobres cavaleiros lutando em torneios para merecer a atenção de formosas damas são alguns dos elementos que compõem certa parte de minha poética como artista. Essa imagem criada foi, em parte, construída com base nos textos dos trovadores e das novelas de cavalaria.
Uma grande referência para meu trabalho é O Romance da rosa, de Guillaume de Lorris e Jean de Meun, é um poema francês medieval no qual um jovem sonha que está no Jardim das Delícias (representação do ambiente da corte) e, após encontrar o deus do Amor, apaixona-se por um botão de rosa (símbolo do amor perfeito). Foi um verdadeiro best-seller na Europa de fins da Idade Média, quando se transformou em uma espécie de "enciclopédia" sobre o amor.

Uma reflexão sobre o cultivo da Miss Sempre-Viva:

"É sonhar, mas cavalgando o sonho e inventando o chão para o sonho florescer." (Thiago de Mello).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Cultural)

Boa tarde! Senhoras e Senhores...
Nosso desfile continua, e nossa sexta candidata certamente, é a que mais flores produzem, pois sua floração se mantém até nove meses. Ela pode ser rosa, lilás, púrpura e branca. Seu tamanho é variado do normal ou mínis. Na passarela de nosso jardim de encantos a preciosa musa ancestral Miss Violeta-Africana.
Nosso anjo, ou melhor, pré-cavaleiro canta:

Guerreira memoriosa

A batucada começa
Em busca das raízes escondidas
Vestígios do passado de exclusão vivida
A reação no campo florido
Fragmentos de semente de blues embalam esse jardim.

Miss Violeta Africana
Guerreira memoriosa
Sua área cultural dever ser bem cultiva
A expedição histórica se espalha pela luta da liberdade.

Cantando o poema do novo dia
Sou mensageiro das identidades
Nos subúrbios das cidades
E nos recantos escuros das casas ricas
Aonde as Violentas murmuraram: Ainda.

Miss Violeta Africana
Guerreira memoriosa
Sua área cultural dever ser bem cultiva
A expedição histórica se espalha pela luta da liberdade.

Donas do tempo antigo
Flores desabrochadas de quindumbas
Esquecidas pela selva capitalista
A sede e a urgência da mudança
Irei tão longe quanto for
Celebrar a mulemba santa milagrosa.

Bom para compor GUERREIRA MEMORIOSA eu me inspirei nas minis flores Violeta-africana, seu primeiro híbrido de que se tem notícia é a “Miss Liberty", criando por volta de 1951, na Inglaterra. As primeiras plantas eram frágeis e difíceis de serem cultivadas, mas com o tempo se tornaram tão fortes e populares quanto suas ancestrais. Hoje, reproduzem-se com facilidade através das folhas mais novas, sob uma temperatura que varia de 18 a 24°C, num local protegido do sol direto e ligeiramente úmido.

O que seria uma MULEMBA? Grande árvore de raízes aéreas, espécie de fícus. Tem forte sentido mitológico em Angola.

Hoje eu quero dedicar uma pequena explicação sobre o anjo do jardim: A inspiração veio de Walter Benjamin, filósofo alemão, dizia reconhecer o "anjo da história" no quadro Ângelus Novus de Paul Klee. Sobre o quadro, disse:

"O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso."

(Walter Benjamin. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 226).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética do Desejo)


Boa tarde! Flor do dia!
Senhoras e Senhores
Se não perdi a conta é a nossa quinta candidata, embora a espécie branca seja comum, é possível encontrar variedades nas cores amarela e rosa. Vinda da Europa e da Ásia, ela é dotada de folhas com formas alongadas e bordas serrilhadas. Ela é famosa por ser oráculo natural dos apaixonados. Na passarela a pequena notável Miss Margarida.
Nosso pré-cavaleiro canta:


A melodia do desejo

No terreno fértil dos desejos
Uma fábula inspirada nos amores e desamores
Na zona das sementes dos sentimentos
Do que é não é
Mas talvez possa ser que seja

Inspiradora Miss Margarida
Pétalas brancas que traduzem o universo apaixonado
Malmequer, uma pra lá.
Bem-me-quer, uma pra cá.
Dentro dessa melodia do desejo
A resposta nasce do coração

Roubei frases do paraíso,
Que traduzem a essência da rara beleza
Da natureza do verdadeiro sentimento
Nasce à vontade pura e quase ingênua
Aquele que é capaz de alastrar pela mente e o coração
A sublime semente do amor

Inspiradora Miss Margarida
Pétalas brancas que traduzem o universo apaixonado
Malmequer, uma pra lá.
Bem-me-quer, uma pra cá.
Dentro dessa melodia do desejo
A resposta nasce do coração

Na verdade no mundo dos desejos
Não existe grande concordância
Aparentemente uma flor antagónica
Que irriga sonhos inspirados
De mentes apaixonadas.

Para compor A MELODIA DO DESEJO pensei uma brincadeira ou prática dos apaixonados com a flor margarida apresentada como sinônimo de bem-me-quer, mal-me-quer. Para mim ela passou a ser um oráculo dos desejos, a cada pétala uma expectativa! Na grande pergunta dos apaixonados, o que vai dar no final? Mal-me-quer ou Bem-me-que! Quem responde a Miss Margarida...

O que eu poderia dizer sobre a irrigação dos sonhos inspirados:

A primeira vista, regar o jardim pode parecer uma tarefa simples. Mas não é bem assim. Se as regras forem negligenciadas e as plantas recebem água em qualidade insuficiente ou em excesso, logo ficarão ressentidas, com um aspecto mal cuidado e sem vida. A primeira consideração importante é classificar os grupos de plantas cultivadas, procurando adequar a quantidade ideal de água para cada grupo. Se você, por exemplo, tiver cactos ou suculentas, elas vão precisar bem menos de água que espécies originárias dos lagos, dos rios ou das florestas tropicais, como os papiros, filodendros, impatiens ou mesmo plantas no período de floração.
É preciso também considerar as condições climáticas da região e o tipo de solo.

Resumido:
O segredo de flores bonitas e saudáveis é:
"Um sistema de regas eficiente e fundamental. Você pode usar um simples regador ou sofisticado sistema de irrigação. O principal é conhecer as necessidades do solo e de cada flor cultivada." (Rodrigo Ladir)

UMA REFLEXÃO SOBRE O ORÁCULO DA MISS MARGARIDA:

"Não se esqueça de que somos o reflexo daquilo que pensamos. O pensamento plasma nossa vida de amanhã. Aproveite, portanto, o momento que passa, a fim de construir um amanhã risonho. Plante em torno de você as sementes de otimismo e bondade para possa colher amanhã os frutos do amor e da felicidade. Se somos escravos do ontem, somos donos de nosso amanhã." (Carlos Torres Pastorino).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Emocional)

Boa Tarde! Flor do Dia!
Senhoras e Senhores
Nossa quarta candidata é originária do Japão, de onde foi levada para a Europa no fim do século XVIII, e dá-se dispersou por várias partes do mundo, sobretudo no hemisfério norte.
Na passarela de nosso jardim a nada mais e nada menos Miss Hortênsia.
Nosso pré-cavaleiro canta:

Nobre Adubação

Num solo ameno
O berço em que nasceu
Que entre penhas tão duras
Sua alma ainda enluta
Em terras tão ácidas.

Minuciosa Miss Hortênsia
O mundo há muitas armadilhas
Com mentiras lançadas ao ar
Faces secretas crescem cheias de memórias
Com a adubação criteriosa de sabedoria
Desvenda as disfarçadas ervam daninhas.

O cheiro áspero das flores
Não tinham a mesma exalação doce
Em solo azedo o seco é o caminho
Onde estão os nutrientes do bondoso solo rico
As flores precisam se desenvolver o nobre jardineiro

Minuciosa Miss Hortênsia
O mundo há muitas armadilhas
Com mentiras lançadas ao ar
Faces secretas crescem cheias de memórias
Com a adubação criteriosa de sabedoria
Desvenda as disfarçadas ervas daninha.

Excesso de água prejudica
Como a falta também
Em nada adianta você adubar o solo
Se não tiver um PH equilibrado
Resolvido esse problema drenagem será eficiente.
Senhores jardineiros não confie apenas na chuva
Para alimentar suas flores.
Aprenda a adubar corretamente.

Para compor NOBRE ADUBAÇÃO me inspirei na cor das flores de Hortênsia que depende muito do PH do solo. Solos ácidos produzem flores azuis, solos alcalinos dão origem a variedades rosa. Em algumas espécies de Hortênsia, a cor das flores parece relacionar-se ao grau de acidez ou alcalinidade do solo. Flores cor-de-rosa, por exemplo, tendem a se tornar azuis quando a terra tona-se mais ácida pelo acréscimo de sais de alumínio (sulfato de alumínio ou alume amoniacal).


Sobre a MISS HORTÊNSIA:

O nome Hortênsia lhe foi dado, nessa época, pelo naturalista francês Philibert Commerson, em homenagem a Hortense Lepaute, mulher de um amigo seu. A espécie mais difundida pela floricultura, Hidrangea macrophylla, tem porte médio que oscila entre dois metros e numerosas variedades, de flores brancas, azuis ou cor-de-rosa, agrupadas em vistosos cachos ou corimbos, tipo de inflorescência em que os pedúnculos de todas as pequenas flores agregadas elevam-se ao mesmo nível.

Solo adequado, o primeiro passo.

De nada adianta você adubar o gramado, se o solo não tiver um PH equilibrado, isto é, nem muito ácido, nem alcalino demais. Por isso o ideal é fazer uma análise do solo e uma correção química para deixá-lo com PH levemente ácido, entre 6 e 7. Este teste é muito simples, feito com kit de materiais chamado peagâmetro, que se compra em lojas de jardinagem e agricultura. Conhecidas as características do seu solo, é só aplicar a receita certa: para corrigir a acidez.

Reflexão do dia:
"Aprenda a adubar corretamente o seu jardim, ou melhor, a sua mente" (Rodrigo ladir).

Um pequeno adubo para mente:

"A mente pode e deve transformar-se para melhor. Pode livrar-se das impurezas que a contaminam e elevar-se ao nível mais elevado. Todos começamos com as mesmas aptidões, mas algumas pessoas as desenvolvem, outras não. Nós nos acostumamos com facilidade à preguiça da mente, sobretudo porque muitas vezes essa preguiça se esconde sob a aparência de atividade: corremos de lado para outro, fazemos cálculos e damos telefonemas. No entanto, tudo isso ocupa apenas os níveis mais toscos e elementares da mente. E oculta o que existe de essencial em nós." (Dalai-Lama).

terça-feira, 2 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Sacralizada)

Bom Dia!
Senhoras e Senhores
Nossa terceira candidata a Miss Flora, traz todo seu charme exótico, com um leve toque oriental.
Nosso pré-cavaleiro canta:

Ikebana Sagrado

O tempo vai e vem
No meu jardim só deseja,
Uma terra bem cultivada
Não me assustam os perigos
Dos ventos inimigos da hipocrisia
Pois a ignorância é grande tirana
Como se fora pérfida inimiga

De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Espírito de nobre beleza
Com porte de deusa misteriosa
Crescendo e expandindo
Exótica Miss Orquídea

Minha nina preciosa,
Que tudo em flores converte
Feliz de quem penetre no teu mistério!
Para os iletrados, é mais um simples arranjo enfeitado.
Mas em meu sagrado IKEBANA
A bela é um livro místico
E somente a alguns é dado lê-la.

De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Espírito de nobre beleza
Com porte de deusa misteriosa
Crescendo e expandindo
Exótica Miss Orquídea

O leque natural se abriu,
Beleza inesperada
Com o poder de explorar sentidos
Através dessa visão estranha
Que ora amostra ora esconde o meu destino
Eu te cortejo flor misteriosa

Para compor IKEBANA SAGRADO me inspirei na beleza misteriosa das orquídeas. Nome comum a diversas espécies de plantas terrestres ou epífitas, herbáceas, de raízes adventícias e flores de múltiplas cores e formato característico.
Existem muitas espécies de orquídeas no mundo. Entre as orquídeas, as Phalaenopsis destacam-se, com suas flores bonitas e sua elegância excepcional.
As Phalaenopses são disponíveis numa variada grama de cores. Elas são de excelente durabilidade e suas flores permanecem abertas por um longo período. Depois que as flores caem, elas geralmente voltam a florir ano após ano, quando bem tratadas.
A Orquídea Phalaenopsis é originária da Indonésia e das Filipinas, ela é uma orquídea do tipo epighyta, e, portanto gosta de ter as raízes em contato com o ar. Esse tipo de orquídea pode ser plantada em troncos, mas quando plantada em vasos, por ser uma epiphyta suas raízes ficam para fora do vaso, sendo isso normal.

O que seria a IKEBANA?
Seria um arranjo usado como inspiração para expressar o sentimento que tem dentro de si. Uma pequena planta ou um simples galho mostram uma beleza inesperada, quando combinados com outros elementos e flores. Tudo vai depender da riqueza de espírito de quem os colocou e do significado que se quer transmitir. Não é por acaso que, para os japoneses, por trás da ikebana está à própria alma do seu criador. Tanto quanto escrever ou pintar, se representa o conceito do belo através das flores.
A criação da ikebana em terras japonesas pode ser atribuída a ritual de oferecer flores aos deuses. Esta prática, que tem origem provável na Índia, chegou ao Japão através da China, junto com o Budismo.
Diz à lenda que a escola mais antiga de ikebana, a Ikenobo, está ligada ao abade Senmu, primeiro religioso Ikenobo, que por volta dos anos 600 enfeitava a imagem de Buda, colocando flores em ambos os lados do altar. Esta tradição, mantida por seus descentes por sete séculos, ao lado do costume popular japonês de oferecer a natureza aos deuses, levou ao aparecimento da primeira escola de ikebana.
No final do século XVI, com o advento da era dos samurais, a arte japonesa entrou num período de grande pompa. E também a ikebana foi tomando uma forma mais definida, como arranjo para os senhores feudais influentes. É o seu tempo áureo, quando se estabelecem as regras do estilo Rikka: amplitude, harmonia e sobriedade.
Com a queda do governo dos samurais e a abertura das portas para o Ocidente, o Japão se transforma. Até a escola Ikenobo, que se orgulhava de sua tradição e era protegida pelos shoguns, como a encarregada de fazer os arranjos nos seus palácios, foi colocada de lado.
A filosofia que está por trás da ikebana é riquíssima, assim como os seus simbolismos, presentes muitas vezes num simples elemento. O pinheiro, por exemplo, representa a vida eterna, pois resiste aos ventos gelados; o bambu significa a firmeza de caráter, pois não quebra com o vento; uma flor desabrochada lembra o passado, enquanto o botão, o futuro. E há mil outras interpretações.
Espero que essa pequena explicação tenha enriquecido de informações as mentes dos meus leitores.

Um pensamento sobre a prática ornamental do autor:

"Disciplina é um supremo ornamento e, seja usada pelos velhos ou pelos moços, faz nascer apenas felicidade. É perfume por excelência e, ao contrário dos perfumes comuns que só viajam com o vento, seu aroma refrescante viaja espontaneamente em todas as direções. Bálsamo sem igual proporciona alívio às dores intensas da ilusão e do engano". (Dalai-Lama)

Já esse pensamento é para os preguiçosos mentais:

"Paciência, requisito para um bom arranjo" (Rodrigo Ladir).