terça-feira, 27 de setembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Julgamento do Gosto)

SENHORAS E SENHORES!
Chegou a hora do resultado do nosso belo concurso...
A Miss eleita brilhara no jardim dos desejos secretos...
Todos tem o direito de sonhar e ninguém pode censurar o poder da imaginação...
O julgamento foi muito difícil pelas qualidades das candidatas... Todas tem uma magia especial...
Mas, é preciso fazer uma escolha...
A vida é cheia de possibilidades, e chega o momento que temos que tomar uma decisão!
Para apresentar nossa MISS FLORA...
O pré-cavaleiro canta: Espelho, Espelho meu.

Um anjo entre nuvens d'alvorada
Para o céu cristalino alevantando,
Em rubras flores de uma sutil história
Imito o deus do amor
Como ele, em ouro
Faço o esplendor de uma nova rainha

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Ao ver-te com esse ar de divindade,
Que arte, em pintá-la!
O fino artista francês,
encantado e enamorado
Meu verso é sangue
Volúpia ardente
O meu mundo se tinge com a cor vermelha...

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Oh! Coração que bate
O importante é manter o espelho limpo,
com todo seu poder de reflexo.
Assim, haverá um canto onde a mentira
Não existirá e o verdadeiro amor,
Por que não? Florescerá.

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Do Espanhol as belas cantigas
Requebradas de doçura
Lembram as moças bonitas
As andaluzas em flor...

Espelho, espelho meu...
Deixe de lado o reflexo do décor clássico
Forma-se o julgamento da verdade
Entre as deusas alguma existe,
alguma que tem teu ar,
a tua majestade como um rubi que brilha.

Da ousadia do amor
Nasce à sedutora que fascina
Miss Rosa Vermelha
No espelho das emoções
Minha mina preciosa meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério!

A questão do gosto não pode ser encarada como uma preferência arbitrária e imperiosa da nossa subjetividade. Quando o gosto é assim entendido, nosso julgamento estético decide que preferimos em função do que somos. E não há margem para melhoria, aprendizado, educação da sensibilidade, para crescimento, enfim. Isso porque esse tipo de subjetividade refere-se mais a si mesma do que ao mundo dentro do qual ela se forma.
Se quisermos educar o nosso gosto frente a um objeto estético, a subjetividade precisa estar mais interessada em conhecer do que em preferir. Para isso, ela deve entregar-se às particularidades de cada objeto.
Nesse sentido, ter gosto é ter capacidade de julgamento sem preconceitos, É deixar que cada uma das obras vá formando o nosso gosto, modificando-o. Se nós nos limitarmos àquelas obras, sejam música, cinema, programas de televisão, quadros, esculturas, edifícios, que já conhecemos e sabemos que gostamos jamais nosso gosto será ampliado. É a própria presença da obra de arte que forma o gosto: toma-nos disponíveis, faz-nos deixar de lado as particularidades da subjetividade para chegarmos ao universal.
Mikel Dufrenne, filósofo francês contemporâneo, explica esse processo de forma muito feliz, e por isso vou citá-lo. Diz que a obra de arte "convida a subjetividade a se constituir como olhar puro, livre abertura para o objeto, e o conteúdo particular a se pôr a serviço da compreensão em lugar de ofuscá-la fazendo prevalecer as suas inclinações. À medida que o sujeito exerce a aptidão de se abrir, desenvolve a aptidão de compreender, de penetrar no mundo aberto pela obra. Gosto é, finalmente, comunicação com a obra para além de todo saber e de toda técnica. O poder de fazer justiça ao objeto estético é a via da universalidade do gosto".

Bom! Eu falei sobre estética de gosto, mais faltou falar sobre o AMOR... A história segue acompanhado o caminhar do nosso pré-cavaleiro... Até a próxima aventura!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética do Amor)

Boa tarde! Senhoras e Senhores.
Antes a apresentar nossa ultima candidata a Miss Flora quero deixar minhas lembranças às belas Misses Begônia, Ciclame, Camélia, Dália, Verbena, Bromélia, Crisântemo, Prímula e outras dádivas da mãe natureza.
Na passarela nossa nona Miss a última classificada de nosso show. Ela é uma das flores mais populares no mundo, cultivada desde a Antiguidade. Suas primeiras representantes cresceram nos jardins asiáticos há 5000 anos. Cientificamente, ela pertence á família Rosaceal e ao gênero Rosa L., com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos e cultivares. Na maior parte das vezes, são solitárias. Na passarela a Miss Rosa Vermelha!

Nosso pré-cavaleiro canta para dar boas vindas a nossa bela candidata:

Sedutores Espinhos

Na mágica presença das estrelas
Metáforas de um amor ainda não descoberto
Em meu coração sinto algo que jamais imaginei sentir
Faz-se como um enigma
A se desvendar
Quero um dia poder
Desvendar esse misterioso enigma

Da ousadia do amor
Nasce à sedutora que fascina
Miss rosa vermelha
Porque há tantos espinhos a paixão
No espelho das emoções
Em seu império
Feliz de quem penetre o teu mistério!

O amor esta em quem expressa de verdade
Em quem o transmite ao próximo
A loucura do amor faz que prossiga
No mundo dos humanos mesquinhos
O amor verdadeiro é quase um ato de loucura

Da ousadia do amor
Nasce à sedutora que fascina
Miss rosa vermelha
Porque há tantos espinhos a paixão
No espelho das emoções
Em seu império
Feliz de quem penetre o teu mistério!

Musa que seduz
Ilumina-se mais e mais
Enquanto aquece em nossos corações
Rainha dos apaixonados
Decifra a natureza dos enamorados

Para compor SEDUTORES ESPINHOS tive como referência a segunda geração romântica que é marcada por uma postura de exagero sentimental que a torna inconfundível. Inspirados por escritores ingleses como Byron e Shelley, os representantes dessa geração liam uma poesia que exaltava os sentimentos arrebatados ao mesmo tempo em que apresentava o poeta isolado da sociedade, incompreendido por defender valores morais e éticos contrários aos interesses econômicos da burguesia. Incorporam a imagem de um herói romântico que defende valores incorruptíveis como a honestidade, o amor e o direito à liberdade. Em nome desses valores estão dispostos a sacrificar a própria vida.

Duas reflexões sobre a Miss Rosa Vermelha:

"As flores são para mim as melhores lições de composição das cores. Proporcionam impressões cromáticas, que ficam indelevelmente marcadas em minha retina como o ferro em vermelho vivo." (Henri Matisse).

Ou (essa eu já citei no blog)

"Como se pode fazer arte sem paixão? O artista pode dominar a arte mais ou menos, mas é a paixão que motiva sua obra. Dizem que toda minha arte provém da inteligência. Não é verdade: tudo que fiz foi por paixão." (Henri Matisse).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Simbólica)

Boa Tarde! Senhoras e Senhores!
Nossa oitava candidata é símbolo da pureza, também conhecida como, "Joia da Sabedoria". É uma planta aquática que nasce nos charcos e rios de águas turvas. Mesmo nascendo no fundo de charcos aflora à superfície da água com uma flor imaculadamente branca. Ela também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente). A divina Miss Flor de Lótus na passarela, ou melhor, no belo lago de nosso divino jardim.
Atenção!
Nosso pré-cavaleiro canta para saudar a Miss Flor de Lótus:

O Cultivado Nirvana

Quando a clara e límpida natureza
Da mente se despertar
Descobrira que o mais alto grau de paz interior
Decorre da prática do divino amor

Mística Miss Flor de Lótus
A aparência é diferente para diferentes pessoas
O verdadeiro antídoto para eliminar a primitiva ignorância
É o conhecimento da luz interior dentro de nós
Cultivando o ato de expansão espiritual
São passos para o verdadeiro nirvana.

Extraordinário é o poder de superação do sofrimento
A força com que ela nos impele para enfrentar
Os desafios e dificuldades do caminho
O passo a passo é a busca da elevação mental

Mística Miss Flor de Lótus
A aparência é diferente para diferentes pessoas
O verdadeiro antídoto para eliminar a primitiva ignorância
É o conhecimento da luz interior dentro de nós
Cultivando o ato de expansão espiritual
São passos para o verdadeiro nirvana.

É fruto:
Histórias que fazem bem á alma e aquecem o coração
É fruto:
Compreender que o significado de "uma mente aberta"
Seja igual ao de uma "porta aberta"
É fruto:
Colher uma conduta ética positiva.

Para compor O CULTIVADO NIRVANA busquei como inspiração uma lenda budista que nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) esta simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Bodhisattvas, de acordo com a posição relativa à relação mútua.
O que me chamou a atenção na representação da Flor de Lótus são os ensinamentos budistas que compara essa flor ao homem em busca de iluminação, mesmo tendo sido criado em uma sociedade sórdida e materialista, todas as pessoas possuem dentro de si o potencial que lhes permite expressar sua natureza essencial, atingindo aquele estado de êxtase de consciência denominado Satori (simboliza a cessação da dualidade, a realização do absoluto), para os Budistas, Nirvana para Samadhi para os Yoges.
Da mesma forma que a lama não suja as pétalas do Lótus, assim também, o homem pode conviver com os problemas do mundo, sem deixar-se influenciar por eles.

SIMBOLICAMENTE FALANDO:

"Assim como o lótus brota de dentro da escuridão da lama para a superfície da água, florescendo somente depois que se elevou acima da água e por permanecer imaculada sem se contaminar nem com a terra nem com a água que o nutriram, da mesma forma a mente, nascida do corpo humano, desabrocha suas verdadeiras qualidades (pétalas) depois que se elevou acima das torrentes lodosas da paixão e da ignorância, e transforma as forças obscuras das profundezas em brilhantes e puros néctares da consciência iluminada”.
(Govinha, pg.89 in Philip Kapleau: Os três pilares do Zen. Ed. Itatiaia).

Hoje eu dedico a Miss Flor de Lótus para todos aqueles que sofreram em sua caminhada terrestre. Que passaram pelos caminhos cultivados pelo desprezo, perseguição, discriminação, humilhação, infâmia, censura, calunia, difamação, abandono, traição, ilusão e enganação. Essa flor é uma pequena homenagem para todos aqueles que passaram por cima das injustiças, desvalorizações e pelo esquecimento humano...
Viva a luta pela superação humana...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Escrita)

Boa Tarde Flor do Tempo!
Nossa próxima candidata é de origem australiana, esta pequena flor de aparência rústica é uma espécie perene, isto é, não morre, podendo ser usada em arranjos secos. Além desta, que também recebe o nome de perpétua-rosa, existem outras espécies, como a H. bracteatum, chamada de flor-de-palha ou rodante, e a H. roseum. Ela possui pétalas rígidas nas cores brancas, amarelas, alaranjadas e vermelhas.
Senhoras e Senhores! Na passarela a eterna Miss Sempre-Viva (Helichrysem manglesii).
Para dar boas vidas a nossa sétima candidata, nosso pré-cavaleiro canta:

Perpétuas Pétalas

Cansei de olhar pro relógio
As horas passam depressa
Onde o tempo perdido se debate
Sobre as nossas cabeças
E quando a noite chegar e a cor do sol vira luar
A poesia mágica dos sonhos vai brilhar.

Miss Sempre-Viva
Que suas perpétuas pétalas de lembranças
Renove constantemente minhas esperanças
Com a magia do cultivo do amor eterno

O tempo corre, e para nós o tempo que se passa,
Também morre.
Mais as palavras escritas ficam imortais
Com o tempo aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas
Mas indefinidamente, não consigo substituir.
"O AMOR" a mais nobre das palavras

Miss Sempre-Viva
Que suas perpétuas pétalas de lembranças
Renove constantemente minhas esperanças
Com a magia do cultivo do amor eterno

Nesse mágico jardim
Os sentimentos da natureza são o segredo da existência
Palavras plantadas e colhidas através do tempo vivido
O passar do tempo não ira alterar o eterno yin e yang
Metáforas da vida e do mundo escrito.

Para compor PERPÉTUAS PÉTALAS inspirei na flor do campo Sempre-Viva (Helichrysem manglesii) que para mim é uma eterna tradução do romantismo. Símbolo do Amor que dura por toda vida. Mesmo sofrendo a poderosa ação do tempo, ela consegue mesmo seca, ser uma representação, ou melhor, um registro do amor vivido.

Para criar O POÉTICO MITOLÓGICO peguei como referencia a literatura da Idade Média. Reis, castelos, nobres cavaleiros lutando em torneios para merecer a atenção de formosas damas são alguns dos elementos que compõem certa parte de minha poética como artista. Essa imagem criada foi, em parte, construída com base nos textos dos trovadores e das novelas de cavalaria.
Uma grande referência para meu trabalho é O Romance da rosa, de Guillaume de Lorris e Jean de Meun, é um poema francês medieval no qual um jovem sonha que está no Jardim das Delícias (representação do ambiente da corte) e, após encontrar o deus do Amor, apaixona-se por um botão de rosa (símbolo do amor perfeito). Foi um verdadeiro best-seller na Europa de fins da Idade Média, quando se transformou em uma espécie de "enciclopédia" sobre o amor.

Uma reflexão sobre o cultivo da Miss Sempre-Viva:

"É sonhar, mas cavalgando o sonho e inventando o chão para o sonho florescer." (Thiago de Mello).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Cultural)

Boa tarde! Senhoras e Senhores...
Nosso desfile continua, e nossa sexta candidata certamente, é a que mais flores produzem, pois sua floração se mantém até nove meses. Ela pode ser rosa, lilás, púrpura e branca. Seu tamanho é variado do normal ou mínis. Na passarela de nosso jardim de encantos a preciosa musa ancestral Miss Violeta-Africana.
Nosso anjo, ou melhor, pré-cavaleiro canta:

Guerreira memoriosa

A batucada começa
Em busca das raízes escondidas
Vestígios do passado de exclusão vivida
A reação no campo florido
Fragmentos de semente de blues embalam esse jardim.

Miss Violeta Africana
Guerreira memoriosa
Sua área cultural dever ser bem cultiva
A expedição histórica se espalha pela luta da liberdade.

Cantando o poema do novo dia
Sou mensageiro das identidades
Nos subúrbios das cidades
E nos recantos escuros das casas ricas
Aonde as Violentas murmuraram: Ainda.

Miss Violeta Africana
Guerreira memoriosa
Sua área cultural dever ser bem cultiva
A expedição histórica se espalha pela luta da liberdade.

Donas do tempo antigo
Flores desabrochadas de quindumbas
Esquecidas pela selva capitalista
A sede e a urgência da mudança
Irei tão longe quanto for
Celebrar a mulemba santa milagrosa.

Bom para compor GUERREIRA MEMORIOSA eu me inspirei nas minis flores Violeta-africana, seu primeiro híbrido de que se tem notícia é a “Miss Liberty", criando por volta de 1951, na Inglaterra. As primeiras plantas eram frágeis e difíceis de serem cultivadas, mas com o tempo se tornaram tão fortes e populares quanto suas ancestrais. Hoje, reproduzem-se com facilidade através das folhas mais novas, sob uma temperatura que varia de 18 a 24°C, num local protegido do sol direto e ligeiramente úmido.

O que seria uma MULEMBA? Grande árvore de raízes aéreas, espécie de fícus. Tem forte sentido mitológico em Angola.

Hoje eu quero dedicar uma pequena explicação sobre o anjo do jardim: A inspiração veio de Walter Benjamin, filósofo alemão, dizia reconhecer o "anjo da história" no quadro Ângelus Novus de Paul Klee. Sobre o quadro, disse:

"O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso."

(Walter Benjamin. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 226).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética do Desejo)


Boa tarde! Flor do dia!
Senhoras e Senhores
Se não perdi a conta é a nossa quinta candidata, embora a espécie branca seja comum, é possível encontrar variedades nas cores amarela e rosa. Vinda da Europa e da Ásia, ela é dotada de folhas com formas alongadas e bordas serrilhadas. Ela é famosa por ser oráculo natural dos apaixonados. Na passarela a pequena notável Miss Margarida.
Nosso pré-cavaleiro canta:


A melodia do desejo

No terreno fértil dos desejos
Uma fábula inspirada nos amores e desamores
Na zona das sementes dos sentimentos
Do que é não é
Mas talvez possa ser que seja

Inspiradora Miss Margarida
Pétalas brancas que traduzem o universo apaixonado
Malmequer, uma pra lá.
Bem-me-quer, uma pra cá.
Dentro dessa melodia do desejo
A resposta nasce do coração

Roubei frases do paraíso,
Que traduzem a essência da rara beleza
Da natureza do verdadeiro sentimento
Nasce à vontade pura e quase ingênua
Aquele que é capaz de alastrar pela mente e o coração
A sublime semente do amor

Inspiradora Miss Margarida
Pétalas brancas que traduzem o universo apaixonado
Malmequer, uma pra lá.
Bem-me-quer, uma pra cá.
Dentro dessa melodia do desejo
A resposta nasce do coração

Na verdade no mundo dos desejos
Não existe grande concordância
Aparentemente uma flor antagónica
Que irriga sonhos inspirados
De mentes apaixonadas.

Para compor A MELODIA DO DESEJO pensei uma brincadeira ou prática dos apaixonados com a flor margarida apresentada como sinônimo de bem-me-quer, mal-me-quer. Para mim ela passou a ser um oráculo dos desejos, a cada pétala uma expectativa! Na grande pergunta dos apaixonados, o que vai dar no final? Mal-me-quer ou Bem-me-que! Quem responde a Miss Margarida...

O que eu poderia dizer sobre a irrigação dos sonhos inspirados:

A primeira vista, regar o jardim pode parecer uma tarefa simples. Mas não é bem assim. Se as regras forem negligenciadas e as plantas recebem água em qualidade insuficiente ou em excesso, logo ficarão ressentidas, com um aspecto mal cuidado e sem vida. A primeira consideração importante é classificar os grupos de plantas cultivadas, procurando adequar a quantidade ideal de água para cada grupo. Se você, por exemplo, tiver cactos ou suculentas, elas vão precisar bem menos de água que espécies originárias dos lagos, dos rios ou das florestas tropicais, como os papiros, filodendros, impatiens ou mesmo plantas no período de floração.
É preciso também considerar as condições climáticas da região e o tipo de solo.

Resumido:
O segredo de flores bonitas e saudáveis é:
"Um sistema de regas eficiente e fundamental. Você pode usar um simples regador ou sofisticado sistema de irrigação. O principal é conhecer as necessidades do solo e de cada flor cultivada." (Rodrigo Ladir)

UMA REFLEXÃO SOBRE O ORÁCULO DA MISS MARGARIDA:

"Não se esqueça de que somos o reflexo daquilo que pensamos. O pensamento plasma nossa vida de amanhã. Aproveite, portanto, o momento que passa, a fim de construir um amanhã risonho. Plante em torno de você as sementes de otimismo e bondade para possa colher amanhã os frutos do amor e da felicidade. Se somos escravos do ontem, somos donos de nosso amanhã." (Carlos Torres Pastorino).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Emocional)

Boa Tarde! Flor do Dia!
Senhoras e Senhores
Nossa quarta candidata é originária do Japão, de onde foi levada para a Europa no fim do século XVIII, e dá-se dispersou por várias partes do mundo, sobretudo no hemisfério norte.
Na passarela de nosso jardim a nada mais e nada menos Miss Hortênsia.
Nosso pré-cavaleiro canta:

Nobre Adubação

Num solo ameno
O berço em que nasceu
Que entre penhas tão duras
Sua alma ainda enluta
Em terras tão ácidas.

Minuciosa Miss Hortênsia
O mundo há muitas armadilhas
Com mentiras lançadas ao ar
Faces secretas crescem cheias de memórias
Com a adubação criteriosa de sabedoria
Desvenda as disfarçadas ervam daninhas.

O cheiro áspero das flores
Não tinham a mesma exalação doce
Em solo azedo o seco é o caminho
Onde estão os nutrientes do bondoso solo rico
As flores precisam se desenvolver o nobre jardineiro

Minuciosa Miss Hortênsia
O mundo há muitas armadilhas
Com mentiras lançadas ao ar
Faces secretas crescem cheias de memórias
Com a adubação criteriosa de sabedoria
Desvenda as disfarçadas ervas daninha.

Excesso de água prejudica
Como a falta também
Em nada adianta você adubar o solo
Se não tiver um PH equilibrado
Resolvido esse problema drenagem será eficiente.
Senhores jardineiros não confie apenas na chuva
Para alimentar suas flores.
Aprenda a adubar corretamente.

Para compor NOBRE ADUBAÇÃO me inspirei na cor das flores de Hortênsia que depende muito do PH do solo. Solos ácidos produzem flores azuis, solos alcalinos dão origem a variedades rosa. Em algumas espécies de Hortênsia, a cor das flores parece relacionar-se ao grau de acidez ou alcalinidade do solo. Flores cor-de-rosa, por exemplo, tendem a se tornar azuis quando a terra tona-se mais ácida pelo acréscimo de sais de alumínio (sulfato de alumínio ou alume amoniacal).


Sobre a MISS HORTÊNSIA:

O nome Hortênsia lhe foi dado, nessa época, pelo naturalista francês Philibert Commerson, em homenagem a Hortense Lepaute, mulher de um amigo seu. A espécie mais difundida pela floricultura, Hidrangea macrophylla, tem porte médio que oscila entre dois metros e numerosas variedades, de flores brancas, azuis ou cor-de-rosa, agrupadas em vistosos cachos ou corimbos, tipo de inflorescência em que os pedúnculos de todas as pequenas flores agregadas elevam-se ao mesmo nível.

Solo adequado, o primeiro passo.

De nada adianta você adubar o gramado, se o solo não tiver um PH equilibrado, isto é, nem muito ácido, nem alcalino demais. Por isso o ideal é fazer uma análise do solo e uma correção química para deixá-lo com PH levemente ácido, entre 6 e 7. Este teste é muito simples, feito com kit de materiais chamado peagâmetro, que se compra em lojas de jardinagem e agricultura. Conhecidas as características do seu solo, é só aplicar a receita certa: para corrigir a acidez.

Reflexão do dia:
"Aprenda a adubar corretamente o seu jardim, ou melhor, a sua mente" (Rodrigo ladir).

Um pequeno adubo para mente:

"A mente pode e deve transformar-se para melhor. Pode livrar-se das impurezas que a contaminam e elevar-se ao nível mais elevado. Todos começamos com as mesmas aptidões, mas algumas pessoas as desenvolvem, outras não. Nós nos acostumamos com facilidade à preguiça da mente, sobretudo porque muitas vezes essa preguiça se esconde sob a aparência de atividade: corremos de lado para outro, fazemos cálculos e damos telefonemas. No entanto, tudo isso ocupa apenas os níveis mais toscos e elementares da mente. E oculta o que existe de essencial em nós." (Dalai-Lama).

terça-feira, 2 de agosto de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Sacralizada)

Bom Dia!
Senhoras e Senhores
Nossa terceira candidata a Miss Flora, traz todo seu charme exótico, com um leve toque oriental.
Nosso pré-cavaleiro canta:

Ikebana Sagrado

O tempo vai e vem
No meu jardim só deseja,
Uma terra bem cultivada
Não me assustam os perigos
Dos ventos inimigos da hipocrisia
Pois a ignorância é grande tirana
Como se fora pérfida inimiga

De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Espírito de nobre beleza
Com porte de deusa misteriosa
Crescendo e expandindo
Exótica Miss Orquídea

Minha nina preciosa,
Que tudo em flores converte
Feliz de quem penetre no teu mistério!
Para os iletrados, é mais um simples arranjo enfeitado.
Mas em meu sagrado IKEBANA
A bela é um livro místico
E somente a alguns é dado lê-la.

De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Espírito de nobre beleza
Com porte de deusa misteriosa
Crescendo e expandindo
Exótica Miss Orquídea

O leque natural se abriu,
Beleza inesperada
Com o poder de explorar sentidos
Através dessa visão estranha
Que ora amostra ora esconde o meu destino
Eu te cortejo flor misteriosa

Para compor IKEBANA SAGRADO me inspirei na beleza misteriosa das orquídeas. Nome comum a diversas espécies de plantas terrestres ou epífitas, herbáceas, de raízes adventícias e flores de múltiplas cores e formato característico.
Existem muitas espécies de orquídeas no mundo. Entre as orquídeas, as Phalaenopsis destacam-se, com suas flores bonitas e sua elegância excepcional.
As Phalaenopses são disponíveis numa variada grama de cores. Elas são de excelente durabilidade e suas flores permanecem abertas por um longo período. Depois que as flores caem, elas geralmente voltam a florir ano após ano, quando bem tratadas.
A Orquídea Phalaenopsis é originária da Indonésia e das Filipinas, ela é uma orquídea do tipo epighyta, e, portanto gosta de ter as raízes em contato com o ar. Esse tipo de orquídea pode ser plantada em troncos, mas quando plantada em vasos, por ser uma epiphyta suas raízes ficam para fora do vaso, sendo isso normal.

O que seria a IKEBANA?
Seria um arranjo usado como inspiração para expressar o sentimento que tem dentro de si. Uma pequena planta ou um simples galho mostram uma beleza inesperada, quando combinados com outros elementos e flores. Tudo vai depender da riqueza de espírito de quem os colocou e do significado que se quer transmitir. Não é por acaso que, para os japoneses, por trás da ikebana está à própria alma do seu criador. Tanto quanto escrever ou pintar, se representa o conceito do belo através das flores.
A criação da ikebana em terras japonesas pode ser atribuída a ritual de oferecer flores aos deuses. Esta prática, que tem origem provável na Índia, chegou ao Japão através da China, junto com o Budismo.
Diz à lenda que a escola mais antiga de ikebana, a Ikenobo, está ligada ao abade Senmu, primeiro religioso Ikenobo, que por volta dos anos 600 enfeitava a imagem de Buda, colocando flores em ambos os lados do altar. Esta tradição, mantida por seus descentes por sete séculos, ao lado do costume popular japonês de oferecer a natureza aos deuses, levou ao aparecimento da primeira escola de ikebana.
No final do século XVI, com o advento da era dos samurais, a arte japonesa entrou num período de grande pompa. E também a ikebana foi tomando uma forma mais definida, como arranjo para os senhores feudais influentes. É o seu tempo áureo, quando se estabelecem as regras do estilo Rikka: amplitude, harmonia e sobriedade.
Com a queda do governo dos samurais e a abertura das portas para o Ocidente, o Japão se transforma. Até a escola Ikenobo, que se orgulhava de sua tradição e era protegida pelos shoguns, como a encarregada de fazer os arranjos nos seus palácios, foi colocada de lado.
A filosofia que está por trás da ikebana é riquíssima, assim como os seus simbolismos, presentes muitas vezes num simples elemento. O pinheiro, por exemplo, representa a vida eterna, pois resiste aos ventos gelados; o bambu significa a firmeza de caráter, pois não quebra com o vento; uma flor desabrochada lembra o passado, enquanto o botão, o futuro. E há mil outras interpretações.
Espero que essa pequena explicação tenha enriquecido de informações as mentes dos meus leitores.

Um pensamento sobre a prática ornamental do autor:

"Disciplina é um supremo ornamento e, seja usada pelos velhos ou pelos moços, faz nascer apenas felicidade. É perfume por excelência e, ao contrário dos perfumes comuns que só viajam com o vento, seu aroma refrescante viaja espontaneamente em todas as direções. Bálsamo sem igual proporciona alívio às dores intensas da ilusão e do engano". (Dalai-Lama)

Já esse pensamento é para os preguiçosos mentais:

"Paciência, requisito para um bom arranjo" (Rodrigo Ladir).

terça-feira, 26 de julho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Informativa)

Bom Dia! Senhoras e Senhores
As lembranças das primeiras manhãs são feitas para durar a vida inteira. Juntos desde o começo, com um belo arranjo de copo-de-leite decorando cada manhã de beleza e sofisticação, fazendo de cada dia um momento especial e de bom gosto.
Nossa segunda candidata a MISS Copo-de-Leite também conhecida como Lírio de Nilo é considerado um símbolo de tranquilidade e paz.
Nosso pré-cavaleiro das boas vindas para nossa bela candidata, cantando:

Sofisticada Sutileza

Nesta hora de pura emoção
O essencial é saber ver
Porém os olhos não perguntam nada
Mas a mente é um jardim excepcional
No anfiteatro natural
As luzes estão sempre acesas

Sofisticada Sutileza
Miss Copo-de-Leite
O que era tão claro ficou mais raro,
Como véu de donzela em branco
Eu vos direi: "Amai para entendê-las!”.

Um tom suave de paz
Formas de amor, constelar mente pura
De luares, de neves e de neblina
Dormência de volúpico veneno
Sutil dama que tranquiliza.

Sofisticada Sutileza
Miss Copo-de-Leite
O que era tão claro ficou mais raro,
Como véu de donzela em branco
Eu vos direi: "Amai para entendê-las!”.

Musa da cor da neve, da cal, do leite,
Livrai nossas mentes das impurezas
O homem é o único animal que passa por outro
E que finge que não vê.

Sofisticada Sutileza
Miss Copo-de-Leite
O que era tão claro ficou mais raro,
Como véu de donzela em branco
Eu vos direi: "Amai para entendê-las!”.

Vossa Alteza é a folha em branco que não foi escrita
No bestiário do anjo, você ‘é o espaço livre em textos escritos.
Nada contra as flores que tem seu texto decorado na ponta da língua.
Mais nada se compara ao poder de sua sofisticada sutileza

Para compor Sofisticada Sutileza me inspirei nos belos arranjos de Copo-de-Leite, nome comum de duas espécies de plantas aquáticas, de flores brancas, cultivadas como ornamentais. Para muitos a planta representa inocência e pureza, associa-se ao sagrado e simboliza a paz. Ela é indicada para composição de arranjos para eventos, principalmente casamentos, de buquês de noivas ou buquês para outras ocasiões como dia das mães e dos namorados.

Curiosidades sobre nossa Miss Copo-de-Leite:
Ela é uma planta tóxica, possuindo cristais de oxalato de cálcio e ácido oxálico. A ingestão de qualquer parte da planta pode causar irritação em lábios e língua, edemas, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contato com os olhos pode provocar irritação. Para manusear os rizomas recomenda-se a utilização de luvas. Possivelmente é uma espécie invasora, mesmo sendo uma praga, é muito vendida em floriculturas, e apreciada em jardins.

Espera ai! Temos outras descrições sobre a bela Miss Copo-de-Leite:

Uma curiosidade sobre o copo de leite é que ele possui uso culinário. "O que como isso!" O rizoma da planta que é bulbo (subterrâneo) quando bem cozido pode servir de alimento. A essência da flor é também utilizada medicinalmente nos chamados Florais de Minas, para combater a depressão, sofrimento e conflitos emocionais/sexuais. Crê-se que essa essência ajuda a pessoa a ter mais harmonia, perceptibilidade, aceitação de si mesma e paz.

Pensamento do dia: "Nunca fiquem com a primeira impressão, opinião, ou explicação. Elas são feitas para os preguiçosos mentais. O melhor mesmo é pesquisar e investigar profundamente aquilo ou aquela que querem definir, rotular ou julgar. Nada mais mal nada vida que ser um injusto descuidado." (Rodrigo Ladir)

Sobre o besta aqui! rssssss...
Melhor! Sobre o autor do livro (blog) uma pequena explicação: Minha inspiração veio dos bestiários medievais.

O que seria os bestiários?
Na Idade Média, bestiários eram livros em que descrições detalhadas do mundo natural, principalmente da fauna, eram compiladas por monges católicos. Os bestiários apresentavam animais, pássaros e peixes comuns (o leão, o corvo e o golfinho) e também seres imaginários e fantásticos (o unicórnio, a fênix e a sereia).
O objetivo fundamental dos bestiários era expor o mundo natural, mais do que documentá-lo ou explicar o seu funcionamento. Outro dos objetivos era a instrução do homem [...] Através da natureza e dos hábitos dos animais, o homem poderia ver a humanidade refletida e aprender o caminho para a redenção.
(Disponível em Acesso em: 13 jun. 2006)

terça-feira, 19 de julho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Inflorescência do Belo)

Bom Dia! Senhoras e Senhores
Nosso concurso só esta começado!
Nossa primeira candidata a Miss Flora, precisa de um dia bem ensolarado para brilhar toda sua formosura.
Na passarela a majestosa Miss Girassol (Helianto)
Nosso anjo metido a cavaleiro canta:

A Flor do Sol

Levo em mim um sonho
De ver o sol nascer igual para todos
Eu disse todos pobres e ricos,
Fracos e Fortes,
Tristes e Alegres
Que todos ao meu redor
Lembrem que essa terra de mil maneiras
Tem uma só raiz

Majestosa Miss Girassol
Você me faz girar
Que charme você têm
O tempo vai e vem e vira
Pela luz que a conduz
Teremos SOL...

Ai que coisa boa
E seguir a luz do coração
Amar até o sol raiar
A vida gira feito um carrossel

Majestosa Miss Girassol
Você me faz girar
Que charme você têm
O tempo vai e vem e vira
Pela luz que a conduz
Teremos SOL...

Na luz da manhã quando o sol despertar
Gira, Gira, Gira meu amor
Como uma roda gigante,
Que depois de uma fria noite escura
Descobrimos que a luz no fim da escuridão

Para compor esse poema eu pensei um jardim que os girassóis brilham majestosamente, exibindo sua intrigante rotação, sempre voltados para o sol. O Girassol trata-se de uma planta robusta e muito resistente, que produz flores na primavera e no verão. Para cultivá-la o local deve ser bem ensolarado com, no mínimo, 4 horas de sol direto, todos os dias. Para os entendidos o girassol é uma planta herbácea ornamental e suas sementes fornecem óleo comestível e são aproveitadas em culinária. Mais a palavra girassol tem outro significado: variedade de quartzo brilhante empregado em joalheria.


CURIOSIDADES SOBRE SER MISS:

La Fischer debutou suntuosamente no Clube Pomerano, em Pomerode, onde as mocinhas da seleta sociedade de Blumenau eram apresentadas ao mundo dos homens de bom partido. Quando Verinha (seu antigo apelido) voltou a Blumenau carregando cetro de miss e coroa, toda a cidade embalou a nova instante celebrity numa festança sem precedentes. A miss era um "soldado" que defendia a Pátria com coxas e peitos no exterior. E Vera, como todas as outras, curtiu a fama. Mas Blumenau tinha ficado provinciana demais para os devaneios de uma miss. Na praia de Copacabana, ainda Princesinha do Mar, Fotografando para "Sétimo Céu", revista que entrava pela porta dos fundos das casas de classe média, aquele monumento foi descoberta pelo mundo do cinema.

Hoje, O Notável Rocaille dedica três pensamentos sobre o anjo, querubim ou pré-cavaleiro apresentador de nosso show:

I. Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai Carlos! Ser "gauche" na vida
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964).

II. Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim.
(BUARQUE, Chico. Letra e música. São Paulo: Cia das Letras, 1989).

III. Quando nasci um anjo esbelto
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Carga muito pesada pra mulher
Esta espécie ainda envergonhada.
(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986).

Sobre o estudo do belo: Hege introduz o conceito de história. A beleza muda de face e de aspecto através dos tempos. E essa mudança (chamada devir), que se reflete na arte, depende mais da cultura e da visão de mundo presentes em determinada época do que de uma exigência interna do belo.Hoje em dia, numa visão fenomenológica, consideramos o belo como uma qualidade de certos objetos singulares que nos são dados à percepção. Beleza é, também, a imanência total de sentido ao sensível. O objeto é belo porque realiza o seu destino, é autêntico, é verdadeiramente segundo o seu modo de ser, isto é, é um objeto singular, sensível, que carrega um significado que só pode ser percebido na experiência estética. Não existe mais a ideia de um único valor estético a partir do qual julgamos todas as obras. Cada objeto singular estabelece seu próprio tipo de beleza.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética em Desfile)



Senhoras e Senhores, boa noite.
A saga do nosso anjo do jardim continua!
Esse jardim que mais parece uma passarela com um gramado bonito que lembra um tapete aveludado uma forração ideal para um grande desfile onde a luz do sol brilha iluminando as nove belas candidatas à MISS FLORA.
Um jardim cercado de flores de amores e cores e dias sem fim que nascem à magia da primavera sentimental.
O Miss Flora é dedicada a mulheres de todos os estilos.
Entre neste jardim e inspire-se.

EPISÓDIO quatro: O CONCURSO MISS FLORA

O notável Rocaille apresenta uma viagem luxuriante a jardim do Éden. Nosso candidato a pré-cavaleiro para dar boas vindas às candidatas, canta:

Formosa Miss Flora

Uma magia tentadora
O encanto que me faz sonhar
Caprichos da natureza
Ao ter ver, musa natural.
Inspirações não me faltam

É ela! É ela! Formosa Miss Flora
Fascinação que desabrocha sentimentos
Embelezada estrela do jardim
Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de pura beleza

Esmeraram-se cândidas reluzentes
Que de encantos os olhos ilumina
Pétalas que ares perfumam
Tem que ser linda...
Tem que ser rápida...
Que mimo! Que bela! Que filha de Deus!

É ela! É ela! Formosa Miss Flora
Fascinação que desabrocha sentimentos
Embelezada estrela do jardim
Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de pura beleza

Emoção traduzida pela natureza
A favorita pelos apaixonados
Notável convidada das mais alegres e tristes cerimónias
De buquê de casamento a coroa de adeus
É ilustre convidada

Responda depressa: qual é o nome da atual Miss Brasil? Pode ser Cláudia, ninguém sabe ninguém viu. Pode ser Amélia, aquela sim, era mulher de verdade. Pode ser Gabriela, a espetacular morena da praia. Para muitos Ser Miss é ser a nuvem mais passageira que existe hoje. Houve um tempo no Brasil que concurso de miss, de fato, abria muitas portas da esperança e também era um enorme baú da felicidade. Miss era uma carreira como funcionário do Banco do Brasil. Tornou-se a grande meta das candidatas a Cinderela brasileira a partir de 1954. Naquele ano, uma baiana de faiscantes olhos azuis, Martha Rocha, ganhou no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, o título de belas entre as belas. Delícia das delícias, com a faixa ela embarcou para o sucesso, nas asas da Panair, para o concurso de Miss Universo. Bom! Por duas polegadas a mais, passaram a baiana Martha pra trás. Ela perdeu o título para a americana Miriam Stevenson, mas caiu nas graças do país. A mítica do concurso se manteve até 1969. Naquele Brasil do AI-5, uma acanhada loirinha catarinense iria quebrar o protocolo de etiqueta e comportamento afável que envolvia suas antecessoras numa aura de candura. Foi o ano de uma tal Vera Fischer.

Sobre a efémera qualidade das Misses: "Beleza sem virtude é como uma rosa sem fragrância"

Vejamos, agora, as questões relativas à beleza e à feiura. Será que podemos definir claramente o que é beleza, ou será que esse é um conceito relativo, que vai depender da época, do país, da pessoa, enfim? Em outros termos, a beleza é um valor objetivo, que pertence ao objeto e pode ser medido, ou subjetivo, que pertence ao sujeito e que, portanto, poderá mudar de indivíduo para indivíduo?
As respostas a essas perguntas variam durante o decorrer da história.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Polaridade do Campo Magnético)

Boa Noite, Senhoras e Senhores!
A longa jornada do querubim continua:
Nosso anjo aprendeu a pesquisar, ou melhor, investigar o mundo que o cercava, e descobriu que nem todas as damas verdes são perigosas e venenosas, como suas duas amigas que salvou e protegeu do ataque a serpente.
A serpente não é boba, e sabe que seu veneno é poderoso, mas se engolir uma toxina diferente... Bauuu. Bauuu.
Nessa pesquisa o anjo descobriu algumas deliciosas damas verdes vitaminadas, que eram cultivadas um belo pomar. O anjo precisava curar suas feridas, e estava cansado das perseguições que duraram anos. Logo, precisava de uma alimentação rica, para continuar a sua jornada.

Episódio três:
A polaridade do campo magnético

Nosso querubim canta: Campo magnético

Com o cheiro renovador das hortaliças
Exalam um odor agradável
Leva-me ao um certo bem estar
De talos molhados, de pólen.
Agora espero cicatrizar feridas,
Cultivadas, registradas e catalogadas em memória fértil.

Vossa Alteza, exuberante natureza.
Louvar a corte a vã grandeza
Semeado em vós as sementes de amor e ódio
Regando-vos com lágrimas de verdades e mentiras
E na(s)cerão colheitas felizes ou tristes.

No desabrochar dos talentos naturais
Pintando segredos delicados
Sinto a exalação da ressurreição do sonho perdido
Com a esperança de alcançar a glória divina
Que adejam lograr da essência

Vossa Alteza, exuberante natureza.
Louvar a corte a vã grandeza
Semeado em vós as sementes de amor e ódio
Regando-vos com lágrimas de verdades e mentiras
E na(s)cerão colheitas felizes ou tristes.

Amo a simples natureza
Pois em mi(m) tenho a fertilidade da sementeira de sem ideias
Dos fecundos arvoredos
Ouve a Miss Flora os meus segredos
Sobre um campo magnético
Encaderna a dor veludozamente curada
Agradecendo com seus frutos
Árvore frondosa

Bom! A questão é: Esse jardim é um pomar ou uma horta?

O autor responde: É uma mistura dos três. Vou narrar um acontecimento histórico sobre a transformação dos jardins ornamentais em hortas domésticas.
Quando a guerra submarina se intensificou em torno da Inglaterra, na última conflagração mundial, foi grandemente ameaçado o seu abastecimento de gêneros alimentícios, para os quais o país sempre dependeu, em grande parte, das importações. Os ingleses, porém, acharam logo uma solução para o problema. Não hesitaram em destruir muitos dos seus parques e jardins, transformando-os em "hortas". As plantas ornamentais foram substituídas por uma variedade de hortaliças. Esse empreendimento contribuiu, sem dúvida, muito para a famosa capacidade de resistência daquele povo.
O conflito ficou atrás, como um fato histórico, mas a necessidade de hortas e hortaliças se faz sentir imperativamente. A falta de verduras parece ser agora, em muitas partes, bem maior do que na Inglaterra, na fase da deflagração, e as poucas que se pode obter são muito caras, além de se acharem com seu valor nutritivo reduzido e constituírem, também, grave ameaça à saúde do povo. É que muitos hortelãos profissionais adubavam suas hortaliças com lixo e, não raro, com urina e fezes humanas. Assim, esses vegetais embora rigorosamente lavados, podem veicular germes patogênicos para o organismo humano, nele produzindo doenças graves, como a disenteria, a febre tifóide, as verminoses, etc. Para evitar essa mal, não existe melhor medida do que ter cada qual sua própria horta.
(trecho extraído do livro As hortaliças na medicina doméstica. Prof. Alfons Balbach).

Na exploração do jardim, desperto minhas lembranças, desencadeio, sensações, compartilho emoções, provoca uma reflexão sobre os mais diferentes aspectos da existência e sobre vivência humana.
Como estou bem narrativo. Hoje escolhi um bonito texto sobre o pré-cavaleiro e o seu jardim:

Tudo o que eu realmente precisava saber, aprendi no jardim de infância.

Tudo que eu realmente preciso saber sobre a vida... Como ser... Aprendi no jardim da infância.
Não foi na universidade nem na pós-graduação que eu encontrei a verdadeira sabedoria, e sim no recreio do jardim da infância.
Compartilhar, brincar dentro das regras, não bater nos outros, colocar as coisas de volta no lugar, limpar a própria sujeira, não pegar o que é meu, pedir desculpas quando machucava alguém, lavar as mãos antes de comer, puxar a descarga do banheiro.
Também descobri que café com leite é gostoso, que uma vida equilibrada é saudável e que pensar um pouco, aprender um pouco, desenhar, pintar, dançar, planejar e trabalhar todos os dias, nos faz muito bem.
Tirar uma soneca à tarde, tomar cuidado com o trânsito, segurar as mãos de alguém e ficar juntos, são boas formas de enfrentar o mundo.
Prestar atenção em todas as maravilhas e lembrar da pequena semente que, um dia, plantamos em um copo de plástico. As raízes iam para baixo e as folhas iam para cima, mas ninguém realmente sabia nem porquê. Mas nós somos assim!
Peixinhos dourados, ratinhos brancos; e até mesmo a pequena semente do copo de plástico, tudo morre um dia. E nós também.
Tudo que você realmente precisa saber esta aí. Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem para você...
Amor, higiene básica, ecologia e política contribuem para uma vida saudável.
Penso que tudo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - tomássemos café com leite todas as tardes e descansássemos um pouquinho abraçados a um travesseiro.
E ainda é verdade que, seja qual for a idade - o melhor é darmos as mãos e ficarmos juntos!
(Texto de Robert fulghum - tradução de Ernesto H. Simon)
O pensamento de hoje é: "Colhemos o que plantamos".

segunda-feira, 13 de junho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Aventuras de Pré-cavaleiro)

Boa noite!
Senhoras e Senhores
A saga do querubim continua.

Ulalá! O anjo voou para o gramado do jardim. A desconcertante profusão e confusão da vegetação, e a inesgotável variedade de suas formas e colorações, deixou nosso querubim curioso. O seu passeio paradísiaco no campo, tão diversos pela matriz das cores, fascinou e intimidou nosso pequeno aventureiro. As damas verdes triufam no belo tapete aveludado. Ao elogiar os belos goivos, sente uma leve vertigem! E pergunta: Quais os nomes das belas damas?
- Somos as famosas e poderosas Comigo-Ninguém-Pode e a Espada de São Jorge, filhas da velha senhora natureza, perigosas e protetoras desse belo jardim.

Episodio dois: A expedição Selvagem

O notável Rocaille apresenta: Aventuras de pré-cavaleiro;
Cantado pelo nosso explorador de corações.

Nas maldades não há nunca testemunhas
Há desatentos e muitos curiosos
Quem reconhece o drama do outro!
Se a verdade ainda causa espanto
É infâmia demais mesquinhas criaturas

Como um aventureiro de coração aberto
Comigo-ninguém-pode
Dilacerar-me com seu olhar
Pode até atirar palavras afiadas
Eu carrego a fé e a esperança,
Trazendo comigo a poderosa espada de São Jorge

Em mimos humanos, causa admiração
Enganei-me! Horrendo caos humano
Destes alegres campos de beleza
Enfim vejo!
Momentâneos prazeres que não dura

Como um aventureiro de coração aberto
Comigo-ninguém-pode
Dilacerar-me com seu olhar
Pode até atirar palavras afiadas
Eu carrego a fé e a esperança,
Trazendo comigo a poderosa espada de São Jorge

Como um aventureiro de coração aberto
Comigo-ninguém-pode
Dilacerar-me com seu olhar
Pode até atirar palavras afiadas
Eu carrego a fé e a esperança,
Trazendo comigo a poderosa espada de São Jorge

Vejo descritos nos belos ramos disfarçados,
Registros de guerras e lutas
Nas nervuras nítidas de folhas,
A marca incompreensíveis de crueldades
Adejam entre zéfiros, e amores que germinam
E espalham como pólen

Bom! O que é uns goivos: são plantas com flores aromáticas e melíferas, nativas da Europa e muito cultivadas como ornamentais.
Agora vou definir as duas protagonistas do poema:

Comigo-ninguém pode: nome comum a duas plantas ornamentais originárias do Amazonas, de folhas grandes, verdes, pintalgadas de branco e muito perigosas pelo veneno (Sin Aniga-Pará, Cana-de-imbé). Algumas regiões do mundo, a sua popularidade como planta doméstica é acrescida devido à fama que a planta leva de "espantar o mau-olhado e maus-espíritos". Nas folhas e no caule dessa planta ocorrem células especializadas chamadas idioblastos que guardam uma grande quantidade de pequenos cristais de oxalato de cálcio em forma de agulhas. Esses cristais recebem o nome de ráfides e são responsáveis por parte da toxicidade do vegetal.
Espada-de-São Jorge: Planta originária da África, cultivada como ornamental pelas folhas longas e marmorizadas. A Sansevieria trifasciata ou Sandevieria também conhecida como rabo-de-lagarto, língua-de-sogra e sanseviéria. É uma planta altamente tóxica, cuja seiva pode matar quando em contato com a corrente sanguínea. São também conhecidas como plantas de proteção contra o mau-olhado, devendo ser colocada próximo à entrada das casas. Nos cultos afro-brasileiros, ela também chamada de espada-de-ogum (quando tem coloração verde) ou espada-de-ossose (bicolor, com bordas amarelas). Esta folha sagrada é uma folha gún (“excitante ‘quente”), sempre presente nos rituais de sasanha e na realização de águas sagradas denominadas de abô.

Eu acho com duas amigas tão poderosas nenhuma serpente vai perturbar nosso pequeno querubim de jardim.
Pensamento do dia: "Como é bom ter amizades superpoderosas" RLM

Hoje meu pequeno toque francês é o botânico Gaston Bonnier. Quer saber mais? É uma grande oportunidade de se transformar em um pesquisador. "Pesquisar não faz mal a saúde, melhor combate a ignorância crônica".

terça-feira, 7 de junho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Escultor de Pedras)

Antes de continuar a pequena saga do anjo no jardim!
Lembrei-me de uma história:

“Uma serpente começou a perseguir um vaga-lume”. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, a serpente, porém não desistia.
Os dias se passavam e a perseguição prosseguia implacável.
Finalmente, faltando-lhe as forças, o vaga-lume parou e indagou à serpente:
- Posso fazer-te três perguntas?
Respondeu a serpente:
- Não costumo abrir precedentes; no entanto, já que estou prestes a devorar-te, pode fazê-las.
Indagou, então, o vaga-lume:
- Pertenço eu à tua cadeia alimentar?
- Não, respondeu a serpente.
- Fiz-te eu algum mal?
- Não, redarguiu o ofídio.
- Então porque queres acabar comigo?
Armando o bote, respondeu a serpente:
- “Porque não suporto mais ver-te brilhar”

Senhoras e Senhores!
Episódio um
A saga do jardim

Nosso pequeno querubim canta:

O escultor de pedras

Na jornada do jardim a vários e largos os caminhos possíveis
Pernas de estátua eram a minha imagem refletida
Na luta pela sobrevivência, sou a pegada do passo por acontecer
Fabrico sonhos, talvez apoiados por um baú cheio de cenas
Como uma criança em longa jornada

Esculpindo episódios em segredo
Não contados em livro
No campo de batalha,
Cortando pedras no caminho

Sobre o jardim calado, os pedregulhos se exibem
Parados pelo silêncio do orgulho
Almas presas, mudas e fechadas
Endurecidas pelo tempo
E nunca mais pressinta o remexer de argilas.

Esculpindo episódios em segredo
Não contados em livro
No campo de batalha,
Cortando pedras no caminho

Rochas do despontar de sua existência
Obstáculos para os pobres de imaginação
Já para o artista alado,
Matéria prima transformada
Não mais pedra, mas formas e volumes de efeito artístico.
Gravadas e registradas como cenário de uma grande obra de arte.


Como referência para criar o poema (música) O Escultor de Pedras, selecionei um dos meus favoritos autores Carlos Drummond de Andrade em No meio do caminho.

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei de que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

(ANDRADE, Carlos Drummond de). In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 71.
(www.carlosdrummond.com.br)

Hoje também faço uma pequena homenagem ao escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi de Mello conhecido principalmente por ter sido o autor da célebre Estátua da Liberdade, presente da França aos Estados Unidos da América e situada na entrada do porto de Nova York, assim como o Leão de Belfort (Lion de Belfort), construído para celebrar a resistência heroica da cidade durante o cerco de 1870-1871, durante a Guerra Franco- Prussiana.

Uma frase para O escultor de Pedras:
"A mão que afaga é a mesma que apedreja"
Esse é o paradoxo das pedras do jardim.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Balada do Jardim)






Será que o mundo quer-me mal porque ninguém tem assas como eu tenho! Porque Deus
Será que todos tem que ter o mesmo formato de nariz, para o mundo ser mais harmonioso e feliz.
Não invejo o poderoso veneno das serpentes! Seu serpentear (envolver, enrolar) não me interessa, estão condenadas a rastejar...
Bem! Senhoras e Senhores!
Nosso querubim de jardim esta só começando sua longa jornada!
O jardim é belo quando visto de um certo ângulo, mas pode ser bem diferente a visão em outros ângulos.
O jardim pode ser uma bela paisagem impressionista como as telas de Claude Monet ou dramática como as telas expressionistas de Edvard Munch.
O jardim é um paradoxo, depende do ponto de vista...

Senhoras e Senhores!
Boa Noite
Nosso pequeno anjo decorativo canta:

Balada do Jardim

O jardim é um templo onde vivo
Deixo escapar, a voz do meu coração
Confusas palavras movem meus passos
Minha alma dorme em algum lugar frio,
Até que encontro o céu bordado de estrelas

Resplandecente estrela colorida
Salve-me da escuridão
Fecundai o mistério desses versos
Cheios de cor, de Luz, de som

Sonho que sou um cavaleiro andante
Despindo as matas frondosas
Seguindo pelo rumo da emoção
Como um mimoso tapete de folhas
Onde o cintilante luar brinca entre flores

Resplandecente estrela colorida
Salve-me da escuridão
Fecundai o mistério desses versos
Cheios de cor, de Luz, de som

O expirar de uma tela impressionista
Nesta hora de sol puro
O execrável de um expressionista
Coxilhas de pântano
E infame sou, porque te quero,
E tanto te amo como se amam certas coisas obscuras
Dentro de mim, oculta, a luz daquela flor secreta.

Amor e morte, medo e solidão, culto a uma natureza sombria, idealizada absoluta da realidade: os ultrarromânticos levaram os extremos à expressão de sentimentos contraditórios, vividos pela maioria deles de modo atormentado. O francês Gustave Doré (1832-1883) foi pintor, escultor e ilustrador. Ganhou renome, na França romântica, por sua extraordinária habilidade para capturar, em ilustrações carregadas de drama, as principais características de uma obra literária.
Até hoje, as ilustrações mais conhecidas de livros como A divina comédia e Dom Quixote são de sua autoria.
Balada do jardim foi produzida para expressar esse estilo Ultrarromântico, já as ilustrações e fotografias é uma homenagem a Gustave Doré. Espero que Balada do jardim possa ser um pequeno fragmento que me possibilitou como poeta e ilustrador expressar sentimentos como a idealização, paixão e o amor.

Porque Balada de jardim?
Balada - Francês ballade; provençal balada, baixo latim, dançar ou poema lírico medieval, inicialmente cantado e depois só declamado. Poema composto por três estrofes e uma meia estrofe final. Também pode ser pequeno poema narrativo, histórico ou lendário. Se aprofundar melhor: Peça instrumental de origem romântica. Canção popular romântica. No popular diversão em clube de dança, casa de espetáculo ou festa, em geral noturna; noite.

terça-feira, 24 de maio de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Fonte dos Desejos)

Um sonho bonito lembra-me de um tapete cristalizado, cobrindo todo um jardim. Os cristais cresciam aglomerados e quanto mais densos o sonho, mais bonito é o seu efeito. O cristal deixa o solo rico e brilhante, mas também fino e cortante.
Mas com adubar corretamente um solo diferenciado e estranho?
Senhora e Senhores!
Nosso sarau esta mais para um espetáculo surrealista...
O notável Rocaille
APRESENTA: NOVELAS DE UM QUERUBIM DE JARDIM

Nossa pequena estatueta de gesso canta: A FONTE DOS DESEJOS

O jardim é mui gracioso
Tão fértil em virtude do imaginar
Deste alegre campo de beleza
Doce máquina que me conduz
Com engrenagem de emoção

Formosa fonte dos desejos
Correm turvas as águas deste chafariz
Claras e frescas como cristal
Esmaltada forja perfeita
Sacia minha sede

Se o meu desejo não tem fim
Por força do muito imaginar
Bailemos no mais ardo desejo
Com mil refletores
Espalhando por aí tanta paixão

Formosa fonte dos desejos
Correm turvas as águas deste chafariz
Claras e frescas como cristal
Esmaltada forja perfeita
Sacia minha sede

Que alegre o amor campestre
As aves de mil cores
Bendito jardim mais belo que o bosque Fontainebleau
Deixa louvar da corte a vá grandeza
A mãe das flores coroar

Sobre o nosso pequeno querubim de gesso: ele não é apenas uma estátua de decoração de um belo jardim. O material que é feito e resultante do cozimento do gipso, seguido de moagem. Esse mesmo material misturado com água e endurecido. Mas na agricultura é fertilizante cálcico usado na manutenção de pastagens e correção de acidez do solo.
O jardim pode ser uma fabulosa obra de arte. Cito André Le Nôtre era arquiteto e paisagista. Foi o encarregado pelo rei Luiz XIV de conceber o plano dos jardins do Palácio de Versalhes. O resultado deu origem à expressão "jardim à francesa", em que a natureza é moldada para compor desenhos e padrões geométricos que manifestem ordem, harmonia e equilíbrio.
Um pensamento sobre o jardim de cristal:
"Pintar é um estrondoso choque de mundos opostos predestinados a criar juntos, na luta e a partir dela, um novo mundo que se chama obra" (Wassily Kandinsky).