terça-feira, 26 de julho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética Informativa)

Bom Dia! Senhoras e Senhores
As lembranças das primeiras manhãs são feitas para durar a vida inteira. Juntos desde o começo, com um belo arranjo de copo-de-leite decorando cada manhã de beleza e sofisticação, fazendo de cada dia um momento especial e de bom gosto.
Nossa segunda candidata a MISS Copo-de-Leite também conhecida como Lírio de Nilo é considerado um símbolo de tranquilidade e paz.
Nosso pré-cavaleiro das boas vindas para nossa bela candidata, cantando:

Sofisticada Sutileza

Nesta hora de pura emoção
O essencial é saber ver
Porém os olhos não perguntam nada
Mas a mente é um jardim excepcional
No anfiteatro natural
As luzes estão sempre acesas

Sofisticada Sutileza
Miss Copo-de-Leite
O que era tão claro ficou mais raro,
Como véu de donzela em branco
Eu vos direi: "Amai para entendê-las!”.

Um tom suave de paz
Formas de amor, constelar mente pura
De luares, de neves e de neblina
Dormência de volúpico veneno
Sutil dama que tranquiliza.

Sofisticada Sutileza
Miss Copo-de-Leite
O que era tão claro ficou mais raro,
Como véu de donzela em branco
Eu vos direi: "Amai para entendê-las!”.

Musa da cor da neve, da cal, do leite,
Livrai nossas mentes das impurezas
O homem é o único animal que passa por outro
E que finge que não vê.

Sofisticada Sutileza
Miss Copo-de-Leite
O que era tão claro ficou mais raro,
Como véu de donzela em branco
Eu vos direi: "Amai para entendê-las!”.

Vossa Alteza é a folha em branco que não foi escrita
No bestiário do anjo, você ‘é o espaço livre em textos escritos.
Nada contra as flores que tem seu texto decorado na ponta da língua.
Mais nada se compara ao poder de sua sofisticada sutileza

Para compor Sofisticada Sutileza me inspirei nos belos arranjos de Copo-de-Leite, nome comum de duas espécies de plantas aquáticas, de flores brancas, cultivadas como ornamentais. Para muitos a planta representa inocência e pureza, associa-se ao sagrado e simboliza a paz. Ela é indicada para composição de arranjos para eventos, principalmente casamentos, de buquês de noivas ou buquês para outras ocasiões como dia das mães e dos namorados.

Curiosidades sobre nossa Miss Copo-de-Leite:
Ela é uma planta tóxica, possuindo cristais de oxalato de cálcio e ácido oxálico. A ingestão de qualquer parte da planta pode causar irritação em lábios e língua, edemas, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contato com os olhos pode provocar irritação. Para manusear os rizomas recomenda-se a utilização de luvas. Possivelmente é uma espécie invasora, mesmo sendo uma praga, é muito vendida em floriculturas, e apreciada em jardins.

Espera ai! Temos outras descrições sobre a bela Miss Copo-de-Leite:

Uma curiosidade sobre o copo de leite é que ele possui uso culinário. "O que como isso!" O rizoma da planta que é bulbo (subterrâneo) quando bem cozido pode servir de alimento. A essência da flor é também utilizada medicinalmente nos chamados Florais de Minas, para combater a depressão, sofrimento e conflitos emocionais/sexuais. Crê-se que essa essência ajuda a pessoa a ter mais harmonia, perceptibilidade, aceitação de si mesma e paz.

Pensamento do dia: "Nunca fiquem com a primeira impressão, opinião, ou explicação. Elas são feitas para os preguiçosos mentais. O melhor mesmo é pesquisar e investigar profundamente aquilo ou aquela que querem definir, rotular ou julgar. Nada mais mal nada vida que ser um injusto descuidado." (Rodrigo Ladir)

Sobre o besta aqui! rssssss...
Melhor! Sobre o autor do livro (blog) uma pequena explicação: Minha inspiração veio dos bestiários medievais.

O que seria os bestiários?
Na Idade Média, bestiários eram livros em que descrições detalhadas do mundo natural, principalmente da fauna, eram compiladas por monges católicos. Os bestiários apresentavam animais, pássaros e peixes comuns (o leão, o corvo e o golfinho) e também seres imaginários e fantásticos (o unicórnio, a fênix e a sereia).
O objetivo fundamental dos bestiários era expor o mundo natural, mais do que documentá-lo ou explicar o seu funcionamento. Outro dos objetivos era a instrução do homem [...] Através da natureza e dos hábitos dos animais, o homem poderia ver a humanidade refletida e aprender o caminho para a redenção.
(Disponível em Acesso em: 13 jun. 2006)

terça-feira, 19 de julho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Inflorescência do Belo)

Bom Dia! Senhoras e Senhores
Nosso concurso só esta começado!
Nossa primeira candidata a Miss Flora, precisa de um dia bem ensolarado para brilhar toda sua formosura.
Na passarela a majestosa Miss Girassol (Helianto)
Nosso anjo metido a cavaleiro canta:

A Flor do Sol

Levo em mim um sonho
De ver o sol nascer igual para todos
Eu disse todos pobres e ricos,
Fracos e Fortes,
Tristes e Alegres
Que todos ao meu redor
Lembrem que essa terra de mil maneiras
Tem uma só raiz

Majestosa Miss Girassol
Você me faz girar
Que charme você têm
O tempo vai e vem e vira
Pela luz que a conduz
Teremos SOL...

Ai que coisa boa
E seguir a luz do coração
Amar até o sol raiar
A vida gira feito um carrossel

Majestosa Miss Girassol
Você me faz girar
Que charme você têm
O tempo vai e vem e vira
Pela luz que a conduz
Teremos SOL...

Na luz da manhã quando o sol despertar
Gira, Gira, Gira meu amor
Como uma roda gigante,
Que depois de uma fria noite escura
Descobrimos que a luz no fim da escuridão

Para compor esse poema eu pensei um jardim que os girassóis brilham majestosamente, exibindo sua intrigante rotação, sempre voltados para o sol. O Girassol trata-se de uma planta robusta e muito resistente, que produz flores na primavera e no verão. Para cultivá-la o local deve ser bem ensolarado com, no mínimo, 4 horas de sol direto, todos os dias. Para os entendidos o girassol é uma planta herbácea ornamental e suas sementes fornecem óleo comestível e são aproveitadas em culinária. Mais a palavra girassol tem outro significado: variedade de quartzo brilhante empregado em joalheria.


CURIOSIDADES SOBRE SER MISS:

La Fischer debutou suntuosamente no Clube Pomerano, em Pomerode, onde as mocinhas da seleta sociedade de Blumenau eram apresentadas ao mundo dos homens de bom partido. Quando Verinha (seu antigo apelido) voltou a Blumenau carregando cetro de miss e coroa, toda a cidade embalou a nova instante celebrity numa festança sem precedentes. A miss era um "soldado" que defendia a Pátria com coxas e peitos no exterior. E Vera, como todas as outras, curtiu a fama. Mas Blumenau tinha ficado provinciana demais para os devaneios de uma miss. Na praia de Copacabana, ainda Princesinha do Mar, Fotografando para "Sétimo Céu", revista que entrava pela porta dos fundos das casas de classe média, aquele monumento foi descoberta pelo mundo do cinema.

Hoje, O Notável Rocaille dedica três pensamentos sobre o anjo, querubim ou pré-cavaleiro apresentador de nosso show:

I. Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai Carlos! Ser "gauche" na vida
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964).

II. Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim.
(BUARQUE, Chico. Letra e música. São Paulo: Cia das Letras, 1989).

III. Quando nasci um anjo esbelto
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Carga muito pesada pra mulher
Esta espécie ainda envergonhada.
(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986).

Sobre o estudo do belo: Hege introduz o conceito de história. A beleza muda de face e de aspecto através dos tempos. E essa mudança (chamada devir), que se reflete na arte, depende mais da cultura e da visão de mundo presentes em determinada época do que de uma exigência interna do belo.Hoje em dia, numa visão fenomenológica, consideramos o belo como uma qualidade de certos objetos singulares que nos são dados à percepção. Beleza é, também, a imanência total de sentido ao sensível. O objeto é belo porque realiza o seu destino, é autêntico, é verdadeiramente segundo o seu modo de ser, isto é, é um objeto singular, sensível, que carrega um significado que só pode ser percebido na experiência estética. Não existe mais a ideia de um único valor estético a partir do qual julgamos todas as obras. Cada objeto singular estabelece seu próprio tipo de beleza.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Estética em Desfile)



Senhoras e Senhores, boa noite.
A saga do nosso anjo do jardim continua!
Esse jardim que mais parece uma passarela com um gramado bonito que lembra um tapete aveludado uma forração ideal para um grande desfile onde a luz do sol brilha iluminando as nove belas candidatas à MISS FLORA.
Um jardim cercado de flores de amores e cores e dias sem fim que nascem à magia da primavera sentimental.
O Miss Flora é dedicada a mulheres de todos os estilos.
Entre neste jardim e inspire-se.

EPISÓDIO quatro: O CONCURSO MISS FLORA

O notável Rocaille apresenta uma viagem luxuriante a jardim do Éden. Nosso candidato a pré-cavaleiro para dar boas vindas às candidatas, canta:

Formosa Miss Flora

Uma magia tentadora
O encanto que me faz sonhar
Caprichos da natureza
Ao ter ver, musa natural.
Inspirações não me faltam

É ela! É ela! Formosa Miss Flora
Fascinação que desabrocha sentimentos
Embelezada estrela do jardim
Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de pura beleza

Esmeraram-se cândidas reluzentes
Que de encantos os olhos ilumina
Pétalas que ares perfumam
Tem que ser linda...
Tem que ser rápida...
Que mimo! Que bela! Que filha de Deus!

É ela! É ela! Formosa Miss Flora
Fascinação que desabrocha sentimentos
Embelezada estrela do jardim
Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de pura beleza

Emoção traduzida pela natureza
A favorita pelos apaixonados
Notável convidada das mais alegres e tristes cerimónias
De buquê de casamento a coroa de adeus
É ilustre convidada

Responda depressa: qual é o nome da atual Miss Brasil? Pode ser Cláudia, ninguém sabe ninguém viu. Pode ser Amélia, aquela sim, era mulher de verdade. Pode ser Gabriela, a espetacular morena da praia. Para muitos Ser Miss é ser a nuvem mais passageira que existe hoje. Houve um tempo no Brasil que concurso de miss, de fato, abria muitas portas da esperança e também era um enorme baú da felicidade. Miss era uma carreira como funcionário do Banco do Brasil. Tornou-se a grande meta das candidatas a Cinderela brasileira a partir de 1954. Naquele ano, uma baiana de faiscantes olhos azuis, Martha Rocha, ganhou no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, o título de belas entre as belas. Delícia das delícias, com a faixa ela embarcou para o sucesso, nas asas da Panair, para o concurso de Miss Universo. Bom! Por duas polegadas a mais, passaram a baiana Martha pra trás. Ela perdeu o título para a americana Miriam Stevenson, mas caiu nas graças do país. A mítica do concurso se manteve até 1969. Naquele Brasil do AI-5, uma acanhada loirinha catarinense iria quebrar o protocolo de etiqueta e comportamento afável que envolvia suas antecessoras numa aura de candura. Foi o ano de uma tal Vera Fischer.

Sobre a efémera qualidade das Misses: "Beleza sem virtude é como uma rosa sem fragrância"

Vejamos, agora, as questões relativas à beleza e à feiura. Será que podemos definir claramente o que é beleza, ou será que esse é um conceito relativo, que vai depender da época, do país, da pessoa, enfim? Em outros termos, a beleza é um valor objetivo, que pertence ao objeto e pode ser medido, ou subjetivo, que pertence ao sujeito e que, portanto, poderá mudar de indivíduo para indivíduo?
As respostas a essas perguntas variam durante o decorrer da história.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Polaridade do Campo Magnético)

Boa Noite, Senhoras e Senhores!
A longa jornada do querubim continua:
Nosso anjo aprendeu a pesquisar, ou melhor, investigar o mundo que o cercava, e descobriu que nem todas as damas verdes são perigosas e venenosas, como suas duas amigas que salvou e protegeu do ataque a serpente.
A serpente não é boba, e sabe que seu veneno é poderoso, mas se engolir uma toxina diferente... Bauuu. Bauuu.
Nessa pesquisa o anjo descobriu algumas deliciosas damas verdes vitaminadas, que eram cultivadas um belo pomar. O anjo precisava curar suas feridas, e estava cansado das perseguições que duraram anos. Logo, precisava de uma alimentação rica, para continuar a sua jornada.

Episódio três:
A polaridade do campo magnético

Nosso querubim canta: Campo magnético

Com o cheiro renovador das hortaliças
Exalam um odor agradável
Leva-me ao um certo bem estar
De talos molhados, de pólen.
Agora espero cicatrizar feridas,
Cultivadas, registradas e catalogadas em memória fértil.

Vossa Alteza, exuberante natureza.
Louvar a corte a vã grandeza
Semeado em vós as sementes de amor e ódio
Regando-vos com lágrimas de verdades e mentiras
E na(s)cerão colheitas felizes ou tristes.

No desabrochar dos talentos naturais
Pintando segredos delicados
Sinto a exalação da ressurreição do sonho perdido
Com a esperança de alcançar a glória divina
Que adejam lograr da essência

Vossa Alteza, exuberante natureza.
Louvar a corte a vã grandeza
Semeado em vós as sementes de amor e ódio
Regando-vos com lágrimas de verdades e mentiras
E na(s)cerão colheitas felizes ou tristes.

Amo a simples natureza
Pois em mi(m) tenho a fertilidade da sementeira de sem ideias
Dos fecundos arvoredos
Ouve a Miss Flora os meus segredos
Sobre um campo magnético
Encaderna a dor veludozamente curada
Agradecendo com seus frutos
Árvore frondosa

Bom! A questão é: Esse jardim é um pomar ou uma horta?

O autor responde: É uma mistura dos três. Vou narrar um acontecimento histórico sobre a transformação dos jardins ornamentais em hortas domésticas.
Quando a guerra submarina se intensificou em torno da Inglaterra, na última conflagração mundial, foi grandemente ameaçado o seu abastecimento de gêneros alimentícios, para os quais o país sempre dependeu, em grande parte, das importações. Os ingleses, porém, acharam logo uma solução para o problema. Não hesitaram em destruir muitos dos seus parques e jardins, transformando-os em "hortas". As plantas ornamentais foram substituídas por uma variedade de hortaliças. Esse empreendimento contribuiu, sem dúvida, muito para a famosa capacidade de resistência daquele povo.
O conflito ficou atrás, como um fato histórico, mas a necessidade de hortas e hortaliças se faz sentir imperativamente. A falta de verduras parece ser agora, em muitas partes, bem maior do que na Inglaterra, na fase da deflagração, e as poucas que se pode obter são muito caras, além de se acharem com seu valor nutritivo reduzido e constituírem, também, grave ameaça à saúde do povo. É que muitos hortelãos profissionais adubavam suas hortaliças com lixo e, não raro, com urina e fezes humanas. Assim, esses vegetais embora rigorosamente lavados, podem veicular germes patogênicos para o organismo humano, nele produzindo doenças graves, como a disenteria, a febre tifóide, as verminoses, etc. Para evitar essa mal, não existe melhor medida do que ter cada qual sua própria horta.
(trecho extraído do livro As hortaliças na medicina doméstica. Prof. Alfons Balbach).

Na exploração do jardim, desperto minhas lembranças, desencadeio, sensações, compartilho emoções, provoca uma reflexão sobre os mais diferentes aspectos da existência e sobre vivência humana.
Como estou bem narrativo. Hoje escolhi um bonito texto sobre o pré-cavaleiro e o seu jardim:

Tudo o que eu realmente precisava saber, aprendi no jardim de infância.

Tudo que eu realmente preciso saber sobre a vida... Como ser... Aprendi no jardim da infância.
Não foi na universidade nem na pós-graduação que eu encontrei a verdadeira sabedoria, e sim no recreio do jardim da infância.
Compartilhar, brincar dentro das regras, não bater nos outros, colocar as coisas de volta no lugar, limpar a própria sujeira, não pegar o que é meu, pedir desculpas quando machucava alguém, lavar as mãos antes de comer, puxar a descarga do banheiro.
Também descobri que café com leite é gostoso, que uma vida equilibrada é saudável e que pensar um pouco, aprender um pouco, desenhar, pintar, dançar, planejar e trabalhar todos os dias, nos faz muito bem.
Tirar uma soneca à tarde, tomar cuidado com o trânsito, segurar as mãos de alguém e ficar juntos, são boas formas de enfrentar o mundo.
Prestar atenção em todas as maravilhas e lembrar da pequena semente que, um dia, plantamos em um copo de plástico. As raízes iam para baixo e as folhas iam para cima, mas ninguém realmente sabia nem porquê. Mas nós somos assim!
Peixinhos dourados, ratinhos brancos; e até mesmo a pequena semente do copo de plástico, tudo morre um dia. E nós também.
Tudo que você realmente precisa saber esta aí. Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem para você...
Amor, higiene básica, ecologia e política contribuem para uma vida saudável.
Penso que tudo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - tomássemos café com leite todas as tardes e descansássemos um pouquinho abraçados a um travesseiro.
E ainda é verdade que, seja qual for a idade - o melhor é darmos as mãos e ficarmos juntos!
(Texto de Robert fulghum - tradução de Ernesto H. Simon)
O pensamento de hoje é: "Colhemos o que plantamos".

segunda-feira, 13 de junho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Aventuras de Pré-cavaleiro)

Boa noite!
Senhoras e Senhores
A saga do querubim continua.

Ulalá! O anjo voou para o gramado do jardim. A desconcertante profusão e confusão da vegetação, e a inesgotável variedade de suas formas e colorações, deixou nosso querubim curioso. O seu passeio paradísiaco no campo, tão diversos pela matriz das cores, fascinou e intimidou nosso pequeno aventureiro. As damas verdes triufam no belo tapete aveludado. Ao elogiar os belos goivos, sente uma leve vertigem! E pergunta: Quais os nomes das belas damas?
- Somos as famosas e poderosas Comigo-Ninguém-Pode e a Espada de São Jorge, filhas da velha senhora natureza, perigosas e protetoras desse belo jardim.

Episodio dois: A expedição Selvagem

O notável Rocaille apresenta: Aventuras de pré-cavaleiro;
Cantado pelo nosso explorador de corações.

Nas maldades não há nunca testemunhas
Há desatentos e muitos curiosos
Quem reconhece o drama do outro!
Se a verdade ainda causa espanto
É infâmia demais mesquinhas criaturas

Como um aventureiro de coração aberto
Comigo-ninguém-pode
Dilacerar-me com seu olhar
Pode até atirar palavras afiadas
Eu carrego a fé e a esperança,
Trazendo comigo a poderosa espada de São Jorge

Em mimos humanos, causa admiração
Enganei-me! Horrendo caos humano
Destes alegres campos de beleza
Enfim vejo!
Momentâneos prazeres que não dura

Como um aventureiro de coração aberto
Comigo-ninguém-pode
Dilacerar-me com seu olhar
Pode até atirar palavras afiadas
Eu carrego a fé e a esperança,
Trazendo comigo a poderosa espada de São Jorge

Como um aventureiro de coração aberto
Comigo-ninguém-pode
Dilacerar-me com seu olhar
Pode até atirar palavras afiadas
Eu carrego a fé e a esperança,
Trazendo comigo a poderosa espada de São Jorge

Vejo descritos nos belos ramos disfarçados,
Registros de guerras e lutas
Nas nervuras nítidas de folhas,
A marca incompreensíveis de crueldades
Adejam entre zéfiros, e amores que germinam
E espalham como pólen

Bom! O que é uns goivos: são plantas com flores aromáticas e melíferas, nativas da Europa e muito cultivadas como ornamentais.
Agora vou definir as duas protagonistas do poema:

Comigo-ninguém pode: nome comum a duas plantas ornamentais originárias do Amazonas, de folhas grandes, verdes, pintalgadas de branco e muito perigosas pelo veneno (Sin Aniga-Pará, Cana-de-imbé). Algumas regiões do mundo, a sua popularidade como planta doméstica é acrescida devido à fama que a planta leva de "espantar o mau-olhado e maus-espíritos". Nas folhas e no caule dessa planta ocorrem células especializadas chamadas idioblastos que guardam uma grande quantidade de pequenos cristais de oxalato de cálcio em forma de agulhas. Esses cristais recebem o nome de ráfides e são responsáveis por parte da toxicidade do vegetal.
Espada-de-São Jorge: Planta originária da África, cultivada como ornamental pelas folhas longas e marmorizadas. A Sansevieria trifasciata ou Sandevieria também conhecida como rabo-de-lagarto, língua-de-sogra e sanseviéria. É uma planta altamente tóxica, cuja seiva pode matar quando em contato com a corrente sanguínea. São também conhecidas como plantas de proteção contra o mau-olhado, devendo ser colocada próximo à entrada das casas. Nos cultos afro-brasileiros, ela também chamada de espada-de-ogum (quando tem coloração verde) ou espada-de-ossose (bicolor, com bordas amarelas). Esta folha sagrada é uma folha gún (“excitante ‘quente”), sempre presente nos rituais de sasanha e na realização de águas sagradas denominadas de abô.

Eu acho com duas amigas tão poderosas nenhuma serpente vai perturbar nosso pequeno querubim de jardim.
Pensamento do dia: "Como é bom ter amizades superpoderosas" RLM

Hoje meu pequeno toque francês é o botânico Gaston Bonnier. Quer saber mais? É uma grande oportunidade de se transformar em um pesquisador. "Pesquisar não faz mal a saúde, melhor combate a ignorância crônica".

terça-feira, 7 de junho de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Escultor de Pedras)

Antes de continuar a pequena saga do anjo no jardim!
Lembrei-me de uma história:

“Uma serpente começou a perseguir um vaga-lume”. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, a serpente, porém não desistia.
Os dias se passavam e a perseguição prosseguia implacável.
Finalmente, faltando-lhe as forças, o vaga-lume parou e indagou à serpente:
- Posso fazer-te três perguntas?
Respondeu a serpente:
- Não costumo abrir precedentes; no entanto, já que estou prestes a devorar-te, pode fazê-las.
Indagou, então, o vaga-lume:
- Pertenço eu à tua cadeia alimentar?
- Não, respondeu a serpente.
- Fiz-te eu algum mal?
- Não, redarguiu o ofídio.
- Então porque queres acabar comigo?
Armando o bote, respondeu a serpente:
- “Porque não suporto mais ver-te brilhar”

Senhoras e Senhores!
Episódio um
A saga do jardim

Nosso pequeno querubim canta:

O escultor de pedras

Na jornada do jardim a vários e largos os caminhos possíveis
Pernas de estátua eram a minha imagem refletida
Na luta pela sobrevivência, sou a pegada do passo por acontecer
Fabrico sonhos, talvez apoiados por um baú cheio de cenas
Como uma criança em longa jornada

Esculpindo episódios em segredo
Não contados em livro
No campo de batalha,
Cortando pedras no caminho

Sobre o jardim calado, os pedregulhos se exibem
Parados pelo silêncio do orgulho
Almas presas, mudas e fechadas
Endurecidas pelo tempo
E nunca mais pressinta o remexer de argilas.

Esculpindo episódios em segredo
Não contados em livro
No campo de batalha,
Cortando pedras no caminho

Rochas do despontar de sua existência
Obstáculos para os pobres de imaginação
Já para o artista alado,
Matéria prima transformada
Não mais pedra, mas formas e volumes de efeito artístico.
Gravadas e registradas como cenário de uma grande obra de arte.


Como referência para criar o poema (música) O Escultor de Pedras, selecionei um dos meus favoritos autores Carlos Drummond de Andrade em No meio do caminho.

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei de que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

(ANDRADE, Carlos Drummond de). In: MORICONI, Italo (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 71.
(www.carlosdrummond.com.br)

Hoje também faço uma pequena homenagem ao escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi de Mello conhecido principalmente por ter sido o autor da célebre Estátua da Liberdade, presente da França aos Estados Unidos da América e situada na entrada do porto de Nova York, assim como o Leão de Belfort (Lion de Belfort), construído para celebrar a resistência heroica da cidade durante o cerco de 1870-1871, durante a Guerra Franco- Prussiana.

Uma frase para O escultor de Pedras:
"A mão que afaga é a mesma que apedreja"
Esse é o paradoxo das pedras do jardim.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Balada do Jardim)






Será que o mundo quer-me mal porque ninguém tem assas como eu tenho! Porque Deus
Será que todos tem que ter o mesmo formato de nariz, para o mundo ser mais harmonioso e feliz.
Não invejo o poderoso veneno das serpentes! Seu serpentear (envolver, enrolar) não me interessa, estão condenadas a rastejar...
Bem! Senhoras e Senhores!
Nosso querubim de jardim esta só começando sua longa jornada!
O jardim é belo quando visto de um certo ângulo, mas pode ser bem diferente a visão em outros ângulos.
O jardim pode ser uma bela paisagem impressionista como as telas de Claude Monet ou dramática como as telas expressionistas de Edvard Munch.
O jardim é um paradoxo, depende do ponto de vista...

Senhoras e Senhores!
Boa Noite
Nosso pequeno anjo decorativo canta:

Balada do Jardim

O jardim é um templo onde vivo
Deixo escapar, a voz do meu coração
Confusas palavras movem meus passos
Minha alma dorme em algum lugar frio,
Até que encontro o céu bordado de estrelas

Resplandecente estrela colorida
Salve-me da escuridão
Fecundai o mistério desses versos
Cheios de cor, de Luz, de som

Sonho que sou um cavaleiro andante
Despindo as matas frondosas
Seguindo pelo rumo da emoção
Como um mimoso tapete de folhas
Onde o cintilante luar brinca entre flores

Resplandecente estrela colorida
Salve-me da escuridão
Fecundai o mistério desses versos
Cheios de cor, de Luz, de som

O expirar de uma tela impressionista
Nesta hora de sol puro
O execrável de um expressionista
Coxilhas de pântano
E infame sou, porque te quero,
E tanto te amo como se amam certas coisas obscuras
Dentro de mim, oculta, a luz daquela flor secreta.

Amor e morte, medo e solidão, culto a uma natureza sombria, idealizada absoluta da realidade: os ultrarromânticos levaram os extremos à expressão de sentimentos contraditórios, vividos pela maioria deles de modo atormentado. O francês Gustave Doré (1832-1883) foi pintor, escultor e ilustrador. Ganhou renome, na França romântica, por sua extraordinária habilidade para capturar, em ilustrações carregadas de drama, as principais características de uma obra literária.
Até hoje, as ilustrações mais conhecidas de livros como A divina comédia e Dom Quixote são de sua autoria.
Balada do jardim foi produzida para expressar esse estilo Ultrarromântico, já as ilustrações e fotografias é uma homenagem a Gustave Doré. Espero que Balada do jardim possa ser um pequeno fragmento que me possibilitou como poeta e ilustrador expressar sentimentos como a idealização, paixão e o amor.

Porque Balada de jardim?
Balada - Francês ballade; provençal balada, baixo latim, dançar ou poema lírico medieval, inicialmente cantado e depois só declamado. Poema composto por três estrofes e uma meia estrofe final. Também pode ser pequeno poema narrativo, histórico ou lendário. Se aprofundar melhor: Peça instrumental de origem romântica. Canção popular romântica. No popular diversão em clube de dança, casa de espetáculo ou festa, em geral noturna; noite.

terça-feira, 24 de maio de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (A Fonte dos Desejos)

Um sonho bonito lembra-me de um tapete cristalizado, cobrindo todo um jardim. Os cristais cresciam aglomerados e quanto mais densos o sonho, mais bonito é o seu efeito. O cristal deixa o solo rico e brilhante, mas também fino e cortante.
Mas com adubar corretamente um solo diferenciado e estranho?
Senhora e Senhores!
Nosso sarau esta mais para um espetáculo surrealista...
O notável Rocaille
APRESENTA: NOVELAS DE UM QUERUBIM DE JARDIM

Nossa pequena estatueta de gesso canta: A FONTE DOS DESEJOS

O jardim é mui gracioso
Tão fértil em virtude do imaginar
Deste alegre campo de beleza
Doce máquina que me conduz
Com engrenagem de emoção

Formosa fonte dos desejos
Correm turvas as águas deste chafariz
Claras e frescas como cristal
Esmaltada forja perfeita
Sacia minha sede

Se o meu desejo não tem fim
Por força do muito imaginar
Bailemos no mais ardo desejo
Com mil refletores
Espalhando por aí tanta paixão

Formosa fonte dos desejos
Correm turvas as águas deste chafariz
Claras e frescas como cristal
Esmaltada forja perfeita
Sacia minha sede

Que alegre o amor campestre
As aves de mil cores
Bendito jardim mais belo que o bosque Fontainebleau
Deixa louvar da corte a vá grandeza
A mãe das flores coroar

Sobre o nosso pequeno querubim de gesso: ele não é apenas uma estátua de decoração de um belo jardim. O material que é feito e resultante do cozimento do gipso, seguido de moagem. Esse mesmo material misturado com água e endurecido. Mas na agricultura é fertilizante cálcico usado na manutenção de pastagens e correção de acidez do solo.
O jardim pode ser uma fabulosa obra de arte. Cito André Le Nôtre era arquiteto e paisagista. Foi o encarregado pelo rei Luiz XIV de conceber o plano dos jardins do Palácio de Versalhes. O resultado deu origem à expressão "jardim à francesa", em que a natureza é moldada para compor desenhos e padrões geométricos que manifestem ordem, harmonia e equilíbrio.
Um pensamento sobre o jardim de cristal:
"Pintar é um estrondoso choque de mundos opostos predestinados a criar juntos, na luta e a partir dela, um novo mundo que se chama obra" (Wassily Kandinsky).

segunda-feira, 16 de maio de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Virtuoso Candelabro Filosófico)



É hora de o açúcar cristalizar
Cândido emblema cadenciado
É hora de o açúcar cristalizar
Transparente, límpido e claro.
É hora de o açúcar cristalizar
Em solubilidade materializada

Senhoras e Senhores
Monsieur Chopin canta: O Candelabro Filosófico

Como a luz de um projetor
Ilumina vagamente
As coisas que julgo ver
Efeitos luminosos clareiam
Anedotas histórias

Virtuoso candelabro reluzente
A luz falsa a luz verdadeira
Translúcidos cristais
Tudo que pode ser ou não ser

A cada olhar
Um brilho diferente
Encantos que cada momento
Crescem com a vibração da luz
Algo inexplicável que apenas nos atrai
Onde nossas férteis imaginações se realizam

Virtuoso candelabro reluzente
A luz falsa a luz verdadeira
Translúcidos cristais
Tudo que pode ser ou não ser

Lustre de essência
Hastes que ostenta
Minuciosidade finíssima
Faz a mente brilhar
Como luz lúcida de um resplandecente cristal

A palavra cristal se aplica a uma peça de um sólido transparente ou translúcido, de forma geométrica regular. Apresenta lados planos que convergem em ângulos constantes, como os diamantes lapidados ou em cristais de sal. A característica básica de um cristal não é o aspecto externo, mas sim sua estrutura interna. No estado sólido, os átomos, íons e moléculas que constituem um cristal estão organizados em arranjos relativamente fixos, isto é, não podem mover-se livremente como fariam num líquido ou num gás.

Hoje não tem um pensamento mais tem uma homenagem à alquimia francesa:

Fulcanelli é o pseudónimo de um alquimista francês contemporâneo autor de O Mistério das Catedrais 1926 e de As Mansões Filosofais 1930, duas magnificas obras de alquimia.

terça-feira, 3 de maio de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Metáforas de Chantilly Vitrificado)



Boa Noite!
Senhoras e Senhores...
Brioche e Croissant... Não era só o que os franceses sabiam fazer. Rssssss...
Bom! Sinto um leve gosto de uma deliciosa revolução... Mas enquanto isso!
Nossa dupla francesa cantam:

Metáforas de Chantilly Vitrificado

Rendido ao teu encanto
Revestido de pompa
Venerável brilho fabricado
A imagem esculpida
Oscilação clássica vibrante

Divina, Divina doce porcelana.
Cobertura brilhante que fascina
Suntuosa louça fina
Pequena joia de fantasia

Precioso fetiche que desperta o puro desejo
Delicada fosfática, vítrea matéria-prima
Rose Pompadour á favorita
Magnifico porta-joias
Que me ilumina.

Divina, Divina doce porcelana
Cobertura brilhante que fascina
Suntuosa louça fina
Pequena joia de fantasia

Clássico Chantilly
Vênus doce, ouro branco
Naquele tempo era porcelana
Mais alegre que se fosse de carne
Meigos e traiçoeiros
Olhos que me devoram

Sobre o Chantilly vitrificado, ou melhor, fosfático:

O prestígio alcançado pelas chávenas, jarros, vasilhas, figurinhas, pratos e travessas importados da China havia já no século XVII dado origem na Europa a uma grande variedade de ensaios para se conseguir obter essa substância, cuja composição se ignorava. As tentativas para a "descobrir" multiplicaram-se desde aquela altura na Inglaterra, Holanda, França e Saxônica.
Na França, esta atividade levou à descoberta de uma matéria semelhante, de composição vítrea, a chamada porcelaine de pâte tendre. Não era autêntica porcelana, mas uma imitação satisfatória para as fábricas (oficiais ou particulares) que no decurso da primeira metade do século XVIII iam surgindo nos países do Ocidente da Europa. Os porcelanistas ingleses, por sua vez, descobriram em 1748 (na fábrica instalada em Bow) uma variante dessa porcelana de imitação, a "porcelana fosfática" ou bone-porcelain, feita com fosfato de cal, a cuja pasta se juntava cinza de ossos.
Já então, em 1709, as experiências realizadas sob patrocínio de Augusto II, o Forte, na Saxônia, haviam obtido o êxito desejado: um alquimista de vida aventureira e conduta duvidosa, Johann Bottger, vigiado e ajudado por um cientista (que faleceu em 1708), o cavaleiro Walther Von Tschirnhausen, descobrira o segredo da autêntica porcelana, ao empregar na sua composição uma terra procedente dos arredores de Aue (na parte ocidental dos montes Metálicos), que se revelou afinal idêntica à que era empregada pelos chineses: o caulim. Assim se fundou a Fábrica Real da Saxônia, instalada na fortaleza de Albrechtsburg, em Meissen.

Uma reflexão sobre o CHANTILLY do artista:

"A ornamentação de Klimt é expressão em imagens da matéria original, concebida como contínua, sem fim, mutante, que se enovela em espirais, serpenteia, emaranha-se, um redemoinho aterrador que adota todas as formas". (Ludwig Hevesi).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Como um BIBELÔ)



Uma fofoca percorre as ruas de Paris.
Seria uma Revolução Romântica! Ou uma alegoria paranoica da monarquia dos Bourbon!
Só como o tempo saberá a resposta!
Enquanto isso o Show deve continuar...

Senhoras e Senhores
O Notável Rocaille graciosamente apresenta:
O Sarau "Eclairage de Luxe".

Nossa bela dupla de bonequinhos politicamente incorretos!
Cantam: "Como um bibelô".

Oh! Meu amor
Você tem um estilo tão perfeito e especial
Seu charme idealizado preenche bem meu espaço

Brilhe, Brilhe como um bibelô
Padronizado para ser feliz
Brilhe, Brilhe como um bibelô
É algo incrível, tão perfeito que pensava não existir

Olha meu benzinho
Agora pense e tente se encaixar
Incorpore-se por alguns segundos
A este belo sentimento
Dando um sentido a sua bela fabricada existência
Ao nosso tão belo jeito de amar

Brilhe, Brilhe como um bibelô
Padronizado para ser feliz
Brilhe, Brilhe como um bibelô
É algo incrível, tão perfeito que pensava não existir

Mas que beleza graciosa
Sublime e silenciosa
Mais pura que arte nouveau
Belo mais que belo
Não quebre meu encanto por ti
Mas que bom que você não incomoda

Bom! O que é um bibelô? Em francês "bibelot", pequeno objeto decorativo, que se põe sobre os móveis. Mas também por ser definido como objeto de pouco valor. (não chega ser uma obra de arte).
Graças ao fabuloso mundo industrial temos uma verdadeira fábrica de bibelôs contemporâneos. O importante é guardar o molde original, daí vamos fabricar as outras peças iguaizinhas a original. Claro que hoje temos os genéricos depende muita da ideologia da marca ou empresa que fabrica. O que importa é satisfação dos consumidores de tais objetos. Lembro que a validade do produto não cobre o mau uso e acidentes ocorridos pela falta de atenção do consumidor.

Alguns pensamentos para decorar sua consciência:

"Para mim, um quadro deve ser algo amável, alegre e belo, sim belo. Já existem muitas coisas desagradáveis na vida. Para que inventarmos mais?" (Pierre-Auguste Renoir).

"Comecei a realizar obras aceitáveis apenas quando me esqueci dos detalhes. Somente assim me vinha à mente o aspecto poético e atraente das imagens" (Eugène Delacroix)

"A angústia? Não é pior para nós do que foi para os românticos. Deve-se manter a calma; a arte não deve inquietar nem confundir. Deve ser equilibrada, pura, serena..." (Henri Matisse).

"Cada vez fico mais furioso diante da necessidade de representar o que experimento, e juro a mim mesmo que não seguirei tão impotente, porque parece que posso fazer grandes progressos" (Claude Monet).

domingo, 13 de março de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (O Notável Rocaille)

Senhoras e Senhores
"Viver é mudar. Mudar é viver". Não importa a sequência, mas a compreensão.
O Catbarshow não se transformou no Moulin Rouge (O famoso nightclub francês)
Mas nossa próxima atração... Tem um pequeno toque francês...
Brilhe, Brilhe fabuloso Rocaille. Nosso teatro Show de bonecos... Apresenta:
Mademoiselle Rose e Monsieur Chopin catando:


O notável rocaille

As bombas imitam a arte
Explosões poéticas
Fragmentos da vida
Uma grande vitrine social
Figuras e figurinos
Indiscrições e intrigas
O encantado esplendor da vaidade

Êxtase, Êxtase notável rocaille
Esplendor extraordinário
Êxtase, Êxtase notável rocaille
Execrável soberano

A alegoria se impôs
Emoldurados semblantes
Grande metáfora burguesa
O fastidioso e inútil
Mas bem requintado e agradável

Êxtase, Êxtase notável rocaille
Esplendor extraordinário
Êxtase, Êxtase notável rocaille
Execrável soberano

Ascensão e decadência
Maldito o capricho
Oh! Face da excepcional beleza
Impecável prodígio
Belo encantador!

Bem! O que é rocaille ou rococó?
A palavra rococó vem do termo francês "rocaille" uma forma de decoração baseada em diferentes estilizações de conchas. Muito empregada pelos decoradores da fase final do barroco francês, a "rocaille" torna-se moda, um estilo decorativo de grande aceitação, que predomina nas artes europeias do século XVIII. Embora o rococó seja continuação natural do barroco, é grande o contraste entre ambos. Como bem acentua CAVALCANTI, o barroco é arte da burguesia em ascensão, e o rococó, a da nobreza em decadência; aquele é feito de "vitalidade e movimento", enquanto este se caracteriza pela "fragilidade e graça". É um estilo rebuscadamente aristocrático e requintado.
Hoje eu tenho uma dualidade de pensamentos, ou melhor, de reflexões:
"(...) o artista imaginativo diria: Quero iluminar as coisas com meu espírito e projetar seu reflexo no espírito dos outros". (Charles Baudelaire) ou "A diferença entre as recordações falsas e as verdadeiras é a mesma das joias: as falsas são sempre as que reluzem mais reais mais brilhantes..." (Salvador Dali).Bom! Vocês escolhem: "Uma mentira toda decorada ou uma verdade sem enfeites". (RLM)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Queen of Fashion ou a Rainha da moda)




Salve, Salve a Rainha Felina!
Ela não é uma gata fútil e ingênua, mas uma mestra em usar o glamour como arma para se firmar numa corte estranha e hostil.
Nossa majestade entendeu que ser uma rainha significava essencialmente interpretar um papel. Mas que isso, ela logo descobriu que, por meio de mudanças, ela podia modificar esse papel e até fugir dele.
Senhoras e Senhores... Felinos e Felinas
Vossa Majestade canta: Queen of Fashion (Rainha da moda)

A ambição reina no mundo
Eu merecia o melhor vestido
E a enjoada corte
Sempre dizia
Para ser amada
Seja sempre dócil
Bela Rainha

Script, Script Fashion Business
O charme do filme B
Script, Script Fashion Business
Chacoalhou a moral

Nunca vi uma Rainha com tanta elegância
Não perde a pose mesmo dentro de um pijama
Estilo Antonieta
Entre chiliques e bafafás

Script, Script Fashion Business
O charme do filme B
Script, Script Fashion Business
Chacoalhou a moral

Já foi rotulada de tudo
Mas na essência é uma
Pinup do pop
Hoje é revolucionaria
No filme ou na TV
A atitude faz a festa

Script, Script Fashion Business
O charme do filme B
Script, Script Fashion Business
Chacoalhou a moral

Hoje não tem reflexão... Mas tem uma curiosidade sobre o estilo da Rainha!
Ho tal estilo Antonieta.
Quando queria dar um recado à corte, Maria Antonieta usava a moda para expressar. Diariamente, a rainha recebia a visita da modista Rose Bertin, conhecida como "ministra da Moda". Desses encontros saíram roupas e acessórios que fariam os carnavalescos do Brasil se roerem de inveja... Brincadeira...Rsssss. Mais ela até os dias de hoje inspiram muitos estilistas e carnavalescos... Ela veio bem antes da pequena notável Carmem Miranda.

Para os críticos da corte.
Maria Antonieta nunca disse a frase do brioche:
“Se não têm pão, que comam brioches”! A frase virou ditado usado até hoje para criticar qualquer governante insensível. Ela teria sido dita por Maria Antonieta durante sua coroação, em 1774, quando soube que o povo das províncias francesas não tinha pão para comer. Tudo, isso, porém, não passa de lenda.
É consenso entre os historiadores que a rainha nunca disse a frase, que acabou sendo usada contra ela durante a revolução Francesa.
A pista mais provável vem do livro Confissões, do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, publicado pela primeira vez em 1778. “Recordo-me de uma grande princesa a quem se dizia que os camponeses não tinham pão, e o que respondeu: “Pois que comam brioches”“. Os registros históricos disponíveis, entretanto, mostram que, na época da coroação, Maria Antonieta se preocupava com a situação dos pobres. Numa de suas cartas à mãe, ela chega a comentar o alto preço do pão. E acrescenta: "Tenho visto as pessoas nos tratarem tão bem, apesar das desgraças, estamos ainda mais obrigados a trabalhar pela felicidade deles".

(Trecho retirado da revista Aventuras na História da editora Abril, edição 41, Janeiro de 2007. Matéria: A Última Rainha.).

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Lobos vestem pele de Cordeiro)





Família Felídea... O Show continua...
Parece que nossa gatinha cintilante para alguns é uma fera ferida! Ela sabe o que é viver uma selva de pedra. "A felina têm experiência, ela sobreviveu". Sabemos que nem todo mundo gosta de felinos! Para muitos o significado figurativo de felino é ágil, fingido e traiçoeiro. Para a família Felídea, somos guerreiros e buscamos sobreviver num mundo tão competitivo e hostil. A selva de pedra não é uma floresta harmoniosa, temos que conviver com os piores predadores, como cobras venenosas ou hienas com seus sorrisos falsos, e pior com lobos enganadores.
Uma coisa pode afirmar: "Não temos a vocação para ser vitimas, isso não". Ser ingênuo na selva de pedra da muito prejuízo e é fatal para um ser, imagine para uma nação. Claro que nossa elegância natural é admirada e invejada pelo bicho humano. "Nossa pele é a mais valorizada no mercado".
Bem, nossa relação com o bicho humano fica para depois...
Sabemos que um conjunto Los Lobos laçou um hit de grande sucesso Não leve gato por lebre.
Em resposta nossa a dupla felina no palco do Catbarshow cantam:

Lobos vestem pele de cordeiro

Ligue o holofote
Quero tudo bem iluminado
O mundo inteiro é um palco
E todos têm seu papel
Parece mentira, mas não é
As aparências enganam
Essa é uma antiga lição da mãe natureza

Luz na passarela
Vocês me perguntam por quê?
Lobos vestem pele de cordeiro
O estilo não é a camurça é o que camufla

O bafo escondido
O papo turbinado
Os olhos em vigia
Sua crença é: Mate sem maltratar a natureza

Luz na passarela
Vocês me perguntam por quê?
Lobos vestem pele de cordeiro
O estilo não é a camurça é o que camufla

Lobos sabem se vestir na hora da caça
Belas estampas de compreensão
Vestindo bordado de bondade
Combinações com efeito inocente
Toda essa produção, meu bem
É simplesmente para ganhar, meu bem
Sua simpatia.

Uma reflexão sobre essa visão nada ingênua da família Felídea:
"Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão" (Chico Buarque).

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (No Backstage do Sonho)






Boa Noite!
Felinas e Felinos...
Nossa Top desfila deliciosamente elegante.
Senhoras e Senhores...
Nossa Musa felina canta:

No Backstage do Sonho

No teu mundo
De silêncio, eu entrei
Você me chamou
Voz de fada

Badalações, badalações noturnas
Puro Backstage
Look, Looks Glamour Show
Meu grito de guerra explodiu na multidão

As canções que nos cantamos
Sempre estão no mesmo tom
Quem foi que falou?
Vai ver se enganou

Badalações, badalações noturnas
Puro Backstage
Look, Looks Glamour Show
Meu grito de guerra explodiu na multidão

Quem diria que seda e malha daria certo?
Taí. a dupla
Fazendo um pacto de sedução e conforto
A top desfila
Aviões na pista
A top desfila
Alvoroço nas passarelas

Badalações, badalações noturnas
Puro Backstage
Look, Looks Glamour Show
Meu grito de guerra explodiu na multidão

O auê é grito que se chama liberdade
O cala a boca já morreu
A etiqueta sem ética não passa de maquilagem morais
Quem é chique?
Quem é kitsch?
Quem é tendência?
Assisti a mais um preview
Puro backstage!

Uma reflexão, NÃO... Melhor!!! Uma nota do Backstage:
"Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei; quem és?
Mas oscilou a luz
Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já era o seu
Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar" (Chico Buarque) em A moça do sonho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

POÉTICO MITOLÓGICO (Libertais o Canto reprimido)






Boa Noite, Felinos e Felinas... Nossa miss felina deixa um recado. "O jejum pode ser quebrado."
Senhoras e Senhores nossa misteriosa gatinha cintilante quer sair de vez de sua jaula. "A gatinha é quente, e seu canto poderoso." Ela é fera e canta:


Libertais o canto reprimido.

No mundo cão
É proibido miar
Como punição
O latido vai começar

Vai ter uma festa
Junto ao poste de iluminação
Um coração pronto a pulsar
Na pista de dança,
Vai abalar
Quero subir as palavras e gritá-las.
Mas!

No mundo cão
É proibido miar
Como punição
O latido vai começar.

Nenhuma palavra pode,
Atrapalhar o sossego canino
Caminhado e cantado
Não, isto, Não
É pura provocação felina
Diz o mais sábio dos cães.

No mundo cão
É proibido miar
Como punição
O latido vai começar.

Latir pode é uma forma de expressão
Mais o latir Não é latim
Me percorro em vielas
De pés marchando na passarela
Desejo sair deste antro estreito
Há um vestígio musical

No mundo cão
É proibido miar
Como punição
O latido vai começar.

Não posso adiar para
Outro século a minha vida
No meu uníssono canto de protesto
Que o vento alegre leva
É uma canção de esperança.

Uma reflexão sobre os encantos da gatinha que sou fã:
"Eu sou um gato apaixonado
Acocorado no telhado
Cantando minhas mágoas pra lua
Até que um típico humano
Me sacando da sacada
Resolve me aprontar uma sua.
Eu não vou esquentar com isso
Já saltei e tô nem aí
Só os gatos podem consertar
Esse mundo cachorro."
(Lulu Santos)